Marinha

Marinha recebe par de "patrulhas" até Setembro

Marinha recebe par de "patrulhas" até Setembro

A Marinha deverá ter ao serviço até Setembro os primeiros dois Navios de Patrulha Oceânica, cuja construção se arrastava há anos mas que entrou "numa nova dinâmica", segundo os Estaleiros Navais de Viana do Castelo.

A partida do NRP Viana do Castelo, o primeiro de um conjunto de oito Navios de Patrulha Oceânica (NPO), dois dos quais de combate à poluição, encomendados pelo Ministério da Defesa Nacional, está agendada para 22 de Abril, seguindo viagem em direcção a Lisboa, depois de quatro meses de testes operacionais.

Fonte da administração dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC) confirmou esta data e acrescentou que a entrega do segundo, o NRP Figueira da Foz, deverá acontecer, segundo os prazos actuais, em Setembro.

"Está criada uma dinâmica nova de trabalho, tanto mais que o primeiro patrulha está construído. Daqui para a frente é construir réplicas do primeiro", indicou fonte da administração dos ENVC à Agência Lusa.

O NRP Viana do Castelo foi acrescentado ao efectivo da Marinha no final de Dezembro e desde essa altura que tem comandante e guarnição própria, apesar de continuar nos estaleiros, em testes. "Vai fazer a última prova de mar na próxima semana e depois deixa o cais da empresa a 22 de Abril", garantiu a mesma fonte.

O Capitão-de-Fragata César Manuel Pires Correia, de 41 anos, é o primeiro comandante do NRP Viana do Castelo, cuja partida definitiva marca um ciclo de seis anos de várias polémicas e atrasos nestas construções.

Os navios em construção em Viana do Castelo destinam-se a substituir corvetas com cerca de 40 anos e segundo fonte da Marinha permitirão "reforçar o exercício das missões de salvaguarda da vida humana no mar, de vigilância e de fiscalização no quadro do paradigma operacional da Marinha de Duplo Uso".

Estes NPO destacam-se por terem uma autonomia de combustível para 5000 milhas em 14 dias (à velocidade de 15 nós), de víveres para 67 pessoas durante 30 dias.

No âmbito da defesa militar, os NPO "cumprirão tarefas de vigilância militar do Espaço Estratégico de Interesse Nacional e integrarão tanto a Força de Reacção Imediata, destinada a assegurar a evacuação de cidadãos nacionais em áreas de tensão ou de crise, como a Força-tarefa da Marinha, que tem por missão projectar e manter forças anfíbias no EEIN".

ver mais vídeos