Primeiro-ministro

Material de Tancos foi transferido para instalações mais seguras

Material de Tancos foi transferido para instalações mais seguras

O primeiro-ministro, António Costa, sublinhou, esta quarta-feira, que o material que estava nos paióis de Tancos foi movimentado para outras instalações que garantem aos portugueses que novo furto de armas não se repetirá.

"Já foi removido de Tancos todo o material que estava nos paióis", material que foi recondicionado "em novas instalações militares que oferecem segurança e asseguram aos portugueses" que não se repetirá uma situação como a que aconteceu em Tancos, garantiu o chefe do Governo.

António Costa falava em Mafra após uma visita à Escola das Armas e antes de visitar o Depósito de Munições da NATO na freguesia de Fernão Ferro, no concelho do Seixal, um dos locais para onde foi transportado material de Tancos.

Na visita ao Exército, Costa esteve acompanhado pelo ministro da Defesa, Azeredo Lopes, e ambos assistiram a vários exercícios de treino.

"Quis testemunhar aquilo que é o contributo único do Exército ao serviço das missões que lhe estão confiadas", disse o primeiro-ministro, lembrando o contributo dos profissionais, por exemplo, no "verão tão difícil" que Portugal viveu a nível de incêndios.

O presidente da comissão de Defesa Nacional disse, na terça-feira, ter ficado esclarecido com as justificações dadas "com total transparência" pelo chefe do Estado-Maior do Exército, numa audição sobre o furto de material militar em Tancos.

O general Rovisco Duarte foi ouvido, à porta fechada, durante três horas e meia na comissão parlamentar de Defesa Nacional, a requerimento do CDS-PP, que pretendia esclarecimentos sobre a recuperação do material militar roubado na base de Tancos, sobre a desativação daquela base militar e sobre as medidas de segurança adotadas nas unidades do Exército.

O ministro da Defesa Nacional vai ser ouvido na comissão parlamentar na próxima terça-feira, dia 28. A audição de Azeredo Lopes foi requerida pelo PS depois de ter sido divulgada, pela Polícia Judiciária Militar, em 18 de outubro, a recuperação do material de guerra furtado na base de Tancos para "atualizar informação".

Em junho, o Exército revelou a violação dos perímetros de segurança dos Paióis Nacionais de Tancos e o arrombamento de dois 'paiolins', tendo desaparecido granadas de mão ofensivas e munições de calibre nove milímetros.

Entre o material de guerra furtado dos Paióis Nacionais de Tancos estavam "granadas foguete anticarro", granadas de gás lacrimogéneo e explosivos, segundo a informação divulgada pelo Exército.