Medicina

Médicos com novo exame para aceder à especialidade

Médicos com novo exame para aceder à especialidade

O exame Harrison tem os dias contados. A partir de 2019, os médicos vão ter uma nova prova, menos teórica e mais prática, para avaliar os seus conhecimentos no acesso a uma especialidade.

A nova prova terá 150 perguntas com resposta de escolha múltipla (a atual tem 100) e será mais extensa, em termos de tempo, do que a Harrison, que durava 150 minutos. As áreas da medicina interna e da medicina geral terão um peso de 50%, já a cirurgia geral e a pediatria 15%. Por sua vez, a obstetrícia e ginecologia valerá 10%, assim como a psicologia.

O novo modelo, criado por uma Comissão Nacional, coordenada por António Sarmento, estará em consulta pública durante um mês. No próximo ano, será feita uma prova-piloto para testar o novo sistema. Mas o exame que vai substituir o Harrison só começará a ser realizado em 2019.

Ao contrário do que acontece há mais de 40 anos, o exame para aceder a uma especialidade deixará de ter como bibliografia um único livro, escrito pelo cardiologista Tinsley Harrison. Passará a contar, assim, com bibliografia referente a várias especialidades e as suas linhas orientadoras serão dadas a conhecer com uma antecedência de 18 meses. A matriz será a mesma durante três anos.

No novo exame, não será dado tanto destaque à memorização de informação. Os médicos terão de mostrar que conseguem aplicar os seus conhecimentos, fazendo diagnósticos e encontrando terapêuticas para casos em concreto.

"Se as conclusões, apresentadas pela Comissão Nacional, forem salvaguardadas, teremos certamente uma prova mais justa e adequada para todos os estudantes de medicina portugueses", considera a presidente da Associação Nacional de Estudantes de Medicina, Ana Rita Ramalho.

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