Saúde

Médicos de medicina legal anunciam greve para 26 e 27 de junho

Médicos de medicina legal anunciam greve para 26 e 27 de junho

Falta de médicos ao serviço do Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses motiva greve marcada para os dias 26 e 27 de junho. O mapa do pessoal contempla 215 postos de trabalho, referem os sindicatos, quando existe apenas um quarto deste número para assegurar a carga de trabalho.

A Federação Nacional dos Médicos e o Sindicato Independente dos Médicos dizem que estão a alertar para a "grave situação dos médicos do Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses (INMLCF)" há mais de dois anos. Em dezembro de 2018, a maioria destes médicos subscreveu e enviou ao Ministério da Justiça - que tutela ao organismo - um documento alertando para a gravidade do problema, "não tendo, até ao momento, obtido qualquer resposta".

Revelam os sindicatos que a "contínua saída de médicos (tanto de alguns já pertencentes ao quadro como de internos durante o seu programa de formação específica) e o envelhecimento daqueles que vão resistindo às contrariedades levou a uma situação laboral precária dentro do INMLCF e à dependência da contratação de serviços externos, com custos acrescidos para o Ministério da Justiça".

A escassez de médicos legistas, referem os sindicatos, "faz com que que os existentes necessitem de trabalhar mais horas para cumprir com o trabalho atribuído, sem qualquer remuneração adicional, não sendo igualmente respeitado o direito ao descanso compensatório".

Os sindicatos médicos denunciam ainda a recusa do Ministério da Justiça em negociar uma carreira médica para o INMLCF, equiparada à carreira dos médicos no Ministério da Saúde, que promova a formação médica e a continuidade do próprio INMLCF.