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Médicos exigem leis para proibir terapias alternativas

Médicos exigem leis para proibir terapias alternativas

Ordens dos Médicos portuguesa e espanhola afirmam que há cada vez mais doentes em situações graves pelo uso das "pseudoterapias".

As ordens dos médicos portuguesa e espanhola uniram-se contra o que chamam de "pseudoterapias" por considerarem que são prejudiciais à saúde e à segurança dos doentes. Numa declaração conjunta, assinada esta semana em Madrid, avisam que existe "uma crescente proliferação de casos de doentes em situações críticas pelo uso das mesmas". Querem legislação para combatê-las, acabar com a publicidade enganosa e dizem mesmo que "têm de ser proibidas e excluídas de qualquer sistema de saúde". Os profissionais da Medicina Tradicional alegam que o documento é "pouco claro porque mete tudo no mesmo saco" e garantem que muitas terapêuticas não convencionais já deram mais do que provas.

Em Espanha, um estudo apresentado recentemente estima que ocorram entre 1200 a 1450 mortes por ano relacionadas com as "pseudoterapias". Em Portugal, não há estudos semelhantes, mas o bastonário da Ordem dos Médicos, Miguel Guimarães, garante que há casos de atrasos nos diagnósticos de pessoas que são "empatadas" por supostas terapias sem qualquer validade científica ou efeito. Há outras, como é o caso da fitoterapia chinesa, refere Miguel Guimarães, que recorre a produtos com princípios ativos que podem ter efeitos colaterais graves. "Não há regulação sobre isto. Enquanto um medicamento tem de passar um longo processo para ser aprovado, estes produtos não são avaliados", afirmou ao JN.