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Médicos pedem exceção para operar crianças face à greve dos enfermeiros

Médicos pedem exceção para operar crianças face à greve dos enfermeiros

A "greve cirúrgica" dos enfermeiros, que decorre há quase três semanas em cinco grandes hospitais do país, está a adiar a maioria das operações pediátricas, uma vez que só as situações graves e prioritárias integram os serviços mínimos.

A Ordem dos Médicos defende uma situação de "exceção" para a cirurgia pediátrica, de forma a não prejudicar o ano escolar daqueles doentes.

No final de uma reunião com os diretores clínicos dos cinco hospitais, o bastonário da Ordem dos Médicos salientou que "parte significativa das crianças está a ser afetada" pela greve porque não são casos graves e não integram os serviços mínimos. Miguel Guimarães explicou que "muitas destas cirurgias são agendadas para momentos oportunos do calendário escolar" e, perdendo-se essa oportunidade, haverá impacto negativo no ano escolar. Na semana passada, o presidente do Centro Hospitalar Lisboa Norte alertou para que, desde o início da greve, não foi operada uma única criança. Para Miguel Guimarães, os serviços mínimos, negociados entre sindicatos e hospitais, deveriam ser alargados para acolher estes casos.