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Metro Mondego está suspenso e extinção da sociedade em avaliação

Metro Mondego está suspenso e extinção da sociedade em avaliação

O ministro dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, afirmou, este sábado, que o projecto do Metro do Mondego está suspenso e está a ser avaliada a extinção da sociedade que o gere.

"Há empresas que têm que ser extintas, que têm que ser reformuladas. Foi por muitos outros metros do Mondego que nos hoje estamos na situação em que estamos. Houve má gestão no sector público empresarial e agora estamos a pagar por isso", afirmou Miguel Relvas aos jornalistas.

O ministro falava à margem de um almoço de homenagem ao líder cessante da distrital de Lisboa do PSD, Carlos Carreiras, num hotel de Lisboa.

Relvas precisou que o projecto está suspenso e está a ser avaliada a extinção da sociedade que o promovia.

Questionado sobre se o plano de transportes que incluiu uma redução generalizada de horários e oferta de meios de transporte na Grande Lisboa, o ministro respondeu que "o plano não está concluído e se não está concluído não se deve precipitar a tirar conclusões".

Essas medidas, incluídas em propostas de um grupo de trabalho, abrangem comboios, autocarros da Carris, barcos e o Metro, na área da Grande Lisboa.

O Tribunal de Contas (TC) revelou hoje que o projecto Metro Mondego sofreu um aumento de custos quatro vezes superior ao inicialmente previsto e recomendou ao Governo que decida, com brevidade, sobre o destino da continuidade do investimento.

Criada em 1994, a sociedade Metro Mondego, que integra o sector empresarial do Estado, tem actualmente como missão implementar o projecto de Sistema de Mobilidade do Mondego, que prevê a criação de um metropolitano ligeiro de superfície no Ramal da Lousã e dentro de Coimbra.

Num projecto que se arrasta há 15 anos, estão actualmente em curso as empreitadas entre Alto de São João (Coimbra) e Serpins (Lousã), correspondentes à Linha Verde, primeira fase do projecto, que representam um investimento de 130 milhões de euros, de um montante global de 447 milhões, que terminam no final do ano, com praticamente um ano de atraso.

Numa auditoria às contas da Metro Mondego, cujo relatório foi agora divulgado, o TC revela que o projecto sofreu um aumento de custos quatro vezes superior, tendo passado de uma estimativa de 122,8 milhões de euros, em Abril de 1997, para 512 milhões de euros (mais encargos financeiros), em Janeiro de 2011.

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