Manifestação

Professores na rua apelam à convergência de Esquerda e Direita

Professores na rua apelam à convergência de Esquerda e Direita

Milhares de professores descem este sábado a avenida da Liberdade, em Lisboa, num protesto contra o apagão do tempo de serviço.

Na manifestação deste sábado ouvem-se promessas de castigar o PS nas eleições e apelos ao Parlamento para que Esquerda e Direita se entendam e aprovem a recuperação integral do tempo de serviço.

A líder do Bloco de Esquerda foi à manifestação apoiar os professores. Ouviu gritos que a acusavam de apoiar o Governo ir quer apagar seis anos e meio de serviço aos professores. Catarina Martins assumiu a disponibilidade de se aproximar da Direita e do modelo em vigor na Madeira para o Parlamento poder chegar a uma convergência. Já o secretário-geral do PCP põe a responsabilidade no PS.

"O PSD é uma incógnita. A questão central é que o PS que tem de corresponder a uma questão que é verdade: os professores têm razão. É preciso repor direitos assumidos. Estamos a falar de professores, podíamos falar de enfermeiros ou agentes de segurança". Os comunistas vão cumprir o compromisso de apresentar propostas. O Parlamento "vai estar em condições de decidir", frisou Jerónimo de Sousa.

Recorde-se que está já agendada para 16 de abril no Parlamento a apreciação parlamentar do diploma do Governo que só prevê a recuperação de dois anos, nove meses e dois dias de serviço. Bloco, PCP e PSD já anunciaram que vão ter propostas alternativas.

"Não basta prometer é preciso resolver" é um dos slogans mais repetidos pelos professores dirigido aos partidos. Também o líder da federação nacional de educação no arranque da Manifestação apelava à convergência de Direita e Esquerda. "O Governo é que se demitiu da responsabilidade". João Dias da Silva defende que a valorização da profissão tem de ser reforçada no estatuto da carreira.