Saúde

Ministério pede estudo para decidir obras no Hospital da Póvoa

Ministério pede estudo para decidir obras no Hospital da Póvoa

O Ministério da Saúde pediu um relatório sobre a reabilitação do Centro Hospitalar da Póvoa de Varzim / Vila do Conde para poder tomar uma decisão política sobre o projeto. O documento tem de estar pronto até 15 de abril. Enquanto isso, em Gaia, os diretores de serviço do hospital ameaçam demitir-se em bloco se não começarem as obras.

Um despacho publicado esta quinta-feira em Diário da República reconhece o "claro interesse público" da reabilitação e melhoramento das instalações do hospital e determina a criação de um grupo de trabalho para "consolidar e validar as tarefas já realizadas para promoção da reabilitação do Centro Hospitalar Póvoa de Varzim/Vila do Conde".

O grupo, constituído por dois elementos da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), dois membros da Administração Regional de Saúde do Norte (ARSN) e outros dois do Centro Hospitalar, tem de apresentar um relatório que inclua "a dimensão do projeto, identificação dos benefícios a obter na prestação de cuidados de saúde aos utentes, custos estimados, potenciais melhorias na gestão de recursos, redução de custos a obter e modelo de financiamento mais adequado".

Segundo o despacho, assinado pelo secretário de Estado da Saúde, Manuel Delgado, o estudo deve, ainda, "incluir um cronograma de implementação do projeto, prevendo o seu início em 2017 e término em 2018".

O diploma é, em tudo, semelhante ao publicado na última terça-feira sobre a ala pediátrica do Centro Hospitalar de S. João (CHSJ).

Também aqui, o Ministério da Saúde ordenou à ACSS, ARSN e CHSJ que apresentem um relatório conjunto até 15 de abril "a fim de habilitar uma decisão política sobre a matéria".

Enquanto isso, Gaia espera e desespera pela aprovação da segunda fase das obras de reabilitação do hospital. Ontem, 12 diretores de serviço anunciaram em conferência de imprensa que estão dispostos a demitir-se em bloco se não houver uma resposta do ministro da Saúde sobre a viabilização da empreitada (que inclui a nova urgência) até ao final do mês.

Segundo explicaram os médicos, falta uma portaria conjunta dos ministérios da Saúde e das Finanças para avançar com o processo.

Se o diploma não sair até ao final do mês, podem perder-se seis milhões de euros de fundos comunitários, referiu Horácio Costa, diretor do Serviço de Cirurgia Plástica e Reconstrutiva do Hospital de Gaia.

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