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Ministra diz que trabalhadores do INEM não serão prejudicados devido a erro

Ministra diz que trabalhadores do INEM não serão prejudicados devido a erro

A ministra da Saúde, Marta Temido, disse que os trabalhadores do INEM que receberam vencimento a mais não serão prejudicados e que o desconhecimento da irregularidade "tem de ser protegido".

A ministra, que falava aos jornalistas no final de uma cerimónia de comemoração do Dia Mundial da Saúde, explicou que a questão está a ser esclarecida e que será encontrada uma forma que não prejudique os trabalhadores, mas que garanta os "princípios e as regras da legalidade".

Marta Temido disse que é preciso apurar porque é que essas importâncias foram processadas, que valor diz respeito a cada trabalhador e se a devolução do dinheiro é incontornável, "e qual a forma de a garantir sem prejudicar excessivamente os trabalhadores".

Em causa está, conforme divulgou o jornal "Público", o facto de vários trabalhadores de institutos públicos, entre eles o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), terem recebido dinheiro a mais entre 2013 e 2018, devido a um erro na posição remuneratória.

Questionada também sobre uma eventual greve dos médicos, na sequência de uma reunião entre o Governo e os sindicatos na última quarta-feira, a ministra disse que tem sido feito "um caminho de aproximação" com os sindicatos, mas que também há matérias sobre as quais o Governo "tem dificuldades em conseguir responder afirmativamente".

Marta Temido salientou que na atual legislatura houve uma aproximação das revindicações das várias profissões, nomeadamente dos médicos, que foram contratados mais profissionais e repostas remunerações e majorações por trabalho extraordinário e incómodo (noites e fins de semana).

Mas depois há "dificuldade em atender no curto prazo" a reivindicações dos sindicatos médicos (FNAM e SIM) de redução das 18 horas de trabalho em urgência para 12, a redução do número de utentes por médico de família e a revisão da grelha salarial.

Da reunião de quarta-feira a ministra salientou como "aspeto importante" a questão da "organização do tempo de trabalho da atividade assistencial médica", que será o foco de trabalho nos próximos meses e que também "irá responder às expectativas dos profissionais".