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Ministro da Administração Interna vai renunciar ao subsídio de alojamento

Ministro da Administração Interna vai renunciar ao subsídio de alojamento

O ministro da Administração Interna, Miguel Macedo disse este domingo à tarde em Figueira de Castelo Rodrigo que "vai abdicar do subsídio de alojamento que a lei lhe confere" e que "amanhã vai formalizar a renúncia a esse direito".

Ao anúncio, efectuado à margem da cerimónia do centenário dos Bombeiros de Figueira de Castelo Rodrigo, Miguel Macedo acrescentou que deixará de receber um valor que a lei lhe atribuía para "acabar com a polémica e para não ficar condicionado por ela".

Aliás, o ministro da Administração Interna foi mais longe e frisou que vai renunciar ao subsídio de alojamento com efeitos extensíveis à data da atribuição, isto é, desde a tomada de posse em Junho passado.

O despacho foi assinado pelo primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho em Setembro deste ano, autorizando um subsídio mensal que vai até aos 1400 euros, aos governantes que não tenham residência permanente em Lisboa ou numa área de 100 km.

Entre os nove abrangidos estão Miguel Macedo, ministro da Administração Interna e José Cesário, secretário de Estado das Comunidades, ambos com casa em Lisboa, segundo a declaração de rendimentos e património entregue no Tribunal Constitucional.

Miguel Macedo indicou como morada fiscal um apartamento em Braga, mas declarou também que tem uma casa de 4 assoalhadas em Algés, na rua Fernando Curado Ribeiro, com uma hipoteca a favor do Millennium BCP.

O secretário de Estado das Comunidades, José Cesário, indica uma morada de Viseu como residência oficial, declarando em simultâneo ser proprietário de um apartamento na Parede, em Cascais.