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Ministro da Educação falha audição parlamentar devido a internamento

Ministro da Educação falha audição parlamentar devido a internamento

O ministro da Educação vai faltar à discussão na especialidade do Orçamento do Estado, agendada para quarta-feira, na sequência de internamento por tempo ainda indeterminado.

Segundo disse fonte oficial à agência Lusa, Tiago Brandão Rodrigues foi internado esta terça-feira de manhã numa unidade do Serviço Nacional de Saúde em Lisboa, com o diagnóstico de Síndrome Vestibular Aguda.

O governante cancelou a agenda prevista para hoje e vai ficar sob vigilância e investigação médica nos próximos dias.

A Síndrome Vestibular Aguda caracteriza-se por tonturas e vertigens, que se manifestam de forma aguda durante segundos ou minutos mas podem prolongar-se durante horas e são acompanhadas por vómitos, dificuldade em manter o equilíbrio, intolerância a movimentos da cabeça e perturbações da visão provocadas por movimentos descontrolados do globo ocular.

O sistema vestibular faz parte do "labirinto" do ouvido interior e é constituído por estruturas membranosas associadas ao sentido do equilíbrio e orientação espacial.

Fenprof mantém greve e manifestação no parlamento

A audição do ministro da Educação no parlamento, para discussão na especialidade do Orçamento do Estado, coincidia com uma greve e manifestação junto do parlamento, convocadas pela Federação Nacional dos Professores (Fenprof) e pela Federação Nacional da Educação (FNE) e outros sindicatos.

A audição mantém-se para quarta-feira, apesar do internamento do ministro, disse à Lusa fonte governamental. A reunião conjunta das comissões parlamentares de Orçamento e de Educação irá realizar-se com a restante equipa ministerial, os secretários de Estado.

Também a Fenprof vai manter a greve e manifestação junto ao parlamento, na quarta-feira, apesar da ausência do ministro. "A nossa luta não é contra o ministro, é contra o Orçamento do Estado", afirmou Mário Nogueira, acrescentando ter indicações de que Tiago Brandão Rodrigues será substituído pelos secretários de Estado no debate da especialidade do Orçamento.

As estruturas sindicais exigem o descongelamento "justo" das progressões, recuperação dos anos de congelamento e contagem integral do tempo de serviço prestado pelos docentes