Polémica

Mulher do ministro do Ambiente também foi nomeada para o Governo

Mulher do ministro do Ambiente também foi nomeada para o Governo

Ana Isabel Marrana foi nomeada chefe de gabinete da secretária de Estado de Ordenamento do Território, Célia Ramos, em dezembro de 2015, quando era casada com Matos Fernandes.

Ana Isabel Marrana e Matos Fernandes separaram-se no verão de 2018.

Aquando da separação, Ana Isabel Marrana acabou por decidir pedir a demissão do cargo de chefe de gabinete e regressar ao Norte, onde é quadro da Comissão de Coordenação Regional do Norte (CCDR-N).

Entretanto, desde 1 de janeiro de 2019, está a prestar serviço na Administração da Região Hidrográfica do Norte (ARH), organismo que depende do Ministério do Ambiente, ao abrigo do regime de mobilidade interna, justificou esta quinta-feira ao JN o gabinete de Matos Fernandes.

O Ministério nota que "a ARH Norte tem três técnicos nesta situação, que é acessível a qualquer trabalhador em funções públicas" e que "Ana Isabel Marrana não se encontra a exercer qualquer cargo dirigente".

De acordo com a informação do gabinete do ministro, "o pedido de mobilidade da ARH Norte teve em conta a vasta experiência da técnica superior jurista no âmbito dos recursos hídricos e do ordenamento do território, áreas em que o mapa de pessoal da ARH Norte era deficitário. Assim, a sra. Dra. Ana Isabel Marrana exerce funções de técnica superior jurista na área dos recursos hídricos e do ordenamento do território, área na qual já trabalhou entre os anos de 1990 e 2006, nos organismos que antecederam a criação da APA, IP."

Fonte do Ministério insiste que Ana Isabel Marrana "não se encontra a exercer qualquer cargo dirigente e aufere a remuneração correspondente à 8ª posição remuneratória, que já auferia anteriormente".

Questionada sobre se em algum momento o ministro considerou que a nomeação da então mulher para chefe de gabinete da sua secretária de Estado pudesse ser visto como uma situação de promiscuidade ou de favorecimento, o gabinete do ministro respondeu que não foi Matos Fernandes a nomear.