Debate Quinzenal

"Não há plano B" para o aeroporto do Montijo, assume Costa

"Não há plano B" para o aeroporto do Montijo, assume Costa

O primeiro-ministro assume: "não há plano B" se o estudo de impacto ambiental chumbar a construção do aeroporto do Montijo. No debate desta sexta-feira, marcado pelas falhas na Saúde, António Costa provocou os social-democratas perguntando-lhes porque estão nervosos.

É o primeiro debate quinzenal do ano. Fernando Negrão introduziu o tema da Saúde, acusando o Governo de agravar as dívidas no setor. "Não resolve um único problema no presente, adia sempre para o futuro", defendeu o líder da bancada do PSD, insistindo que o Governo quer deixar a Saúde "ao Deus dará".

"Estão tão nervosos hoje porquê? Estão mesmo com um problema de saúde à flor da pele", atirou António Costa, ironizando com a crise interna no PSD.

O CDS insistiu igualmente em confrontar o primeiro-ministro com o "caos na Saúde" de que as inúmeras demissões são prova, argumentou Assunção Cristas. À Direita e à Esquerda, Costa insistiu que o investimento na Saúde aumentou, que os "cortes brutais" da anterior legislatura foram repostos e contratados mais nove mil profissionais. Se ainda há muito por fazer? Há, assumiu.

"Desvaloriza olimpicamente o que está à sua volta", acusou a líder do CDS, considerando que a nova ministra, Marta Temido, já provou ser "um erro de casting".

Catarina Martins, coordenadora do Bloco, fez a pergunta: "então se o estudo chumbar o projeto o que Governo vai fazer?". "Se o estudo chumbar, não haverá aeroporto do Montijo", prometeu António Costa, assumindo que o Governo não tem "plano B" e que o país terá "um gigantesco problema" se a solução for rejeitada pelo estudo de impacto ambiental.

Tanto a líder do BE como a deputada dos Verdes, Heloísa Apolónia, acusaram o primeiro-ministro de a promessa ser chantagem sobre o relatório.

O primeiro-ministro insistiu que a solução "é a possível" e que as alternativas são mais caras e morosas. "Há dez anos não defendia esta solução" mas é preciso, defendeu, "recuperar 50 anos de tempo perdido".