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Ninguém foi votar na localidade de Muro

Ninguém foi votar na localidade de Muro

Cavaco Silva ganhou as eleições presidenciais em duas das três freguesias que hoje, segunda-feira, repetiram o escrutínio eleitoral enquanto que na localidade de Muro, Trofa, ninguém votou.

No domingo, por motivos diversos, as freguesias do Muro (Trofa), Serpins (Lousã)e Vila Nova de Monsarros (Anadia) boicotaram as eleições presidenciais pelo que a Comissão Nacional de Eleições (ANE) agendou para hoje o acto eleitoral.

Nos três locais, a votação decorreu sem incidentes mas no Muro a população decidiu abster-se e ninguém votou. Em Serpins, votaram 117 dos 1719 eleitores, enquanto que em Vila Nova de Monsarros 178 dos 1601 eleitores deram a vitória a Cavaco Silva.

Na freguesia do Muro, concelho da Trofa, dos 1601 eleitores inscritos nenhum votou, como era desejo da população.

A população de Serpins boicotou as eleições no domingo como forma de protesto contra a suspensão das obras no Ramal da Lousã, no âmbito do sistema de mobilidade do Mondego.

Na freguesia de Vila Nova de Monsarros a razão do boicote às presidenciais de domingo foi a "ameaça de encerramento da extensão de saúde que obriga a população da freguesia a fazer seis quilómetros até à sede do concelho", segundo disse à Lusa António Duarte, presidente da Junta de Freguesia da localidade. "Esta viagem de táxi não fica por menos de 13 euros", frisou.

Já na Trofa, freguesia do Muro, o protesto contra o atraso nas obras da linha verde do Metro do Porto que levou ao boicote no domingo continuou com o apelo à abstenção.

"Não votar é votar metro", lia-se em cartazes espalhados pela freguesia e ouvia-se pela voz dos populares que passaram o dia à porta da junta, onde estavam as duas mesas de voto.

O resultado das eleições de domingo não se alterou com os votos contados hoje nas três freguesias.

Cavaco Silva foi reeleito com 52.94% dos votos, seguido de Manuel Alegre com 18.75 dos votos.

O terceiro candidato mais votado foi Fernando Nobre com 14.1% dos votos. Já Francisco Lopes atingiu os 7.14% da votação.

José Manuel Coelho e Defensor Moura ficaram, respectivamente, em quinto e sexto lugar com menos de 5% dos votos validados.

Votaram 47.45% dos 9,4 milhões de eleitores inscritos.