Política

Nogueira rejeita liminarmente desfiliação do PCP

Nogueira rejeita liminarmente desfiliação do PCP

"Não tem nada a ver com nada", afirmou taxativo esta quarta-feira Mário Nogueira, afastando liminarmente a possibilidade de desfiliação do PCP.

O secretário-geral da Federação Nacional de Professores (Fenprof) não nega a mágoa e frustação pelo revés na recuperação integral do tempo de serviço congelado, depois do recuo de PSD e CDS e de PCP e BE rejeitarem os apelos dos professores para se absterem e aprovarem as propostas da Direita na próxima sexta-feira em plenário. O Público noticiou que Nogueira ponderava a desfiliação do PCP. O líder da Fenprof nega.

"Não tem nada a ver com nada", insistiu à saída da Direção Geral dos Estabelecimentos Escolares, onde professores com mais de 55 anos se concentraram para entregarem requerimentos a pedir a abertura do processo para a pré-reforma.

O antigo secretário-geral do PCP, Carlos Carvalhas, terá classificado o apelo lançado aos partidos como um ato de "desespero" por parte do líder da Fenprof. "Se tem essa opinião, tem", reagiu esta quarta-feira o líder da Fenprof, garantindo "não estar desiludido". "Não podemos ficar chocados ou paralisados com coisas" inesperadas, argumenta.

Na terça-feira, Programa da TSF Pares da República, onde participa com Francisco Louçã, Carvalhas terá dito: "Só percebo isso pelo desespero. A certa altura as pessoas agarram-se a qualquer coisa."

"No ponto de vista e naturalmente respeitando opiniões contrárias, isto era agarrar-se a nada. Era criar a ilusão aos professores", defendeu o antigo secretário-geral do PCP na defesa de que "a luta deve continuar mas não se vai criar na lei um obstáculo para o futuro".

No Programa, Francisco Louçã considerou que a solução defendida por PSD e CDS de fazer depender a recuperação do tempo da situação económica ou das metas do Tratado Orçamental, seria "pôr nas mãos do Ministro das Finanças com Bruxelas, uma parte do salário dos professores"