Saúde

Novo medicamento para hepatite C disponível para hospitais e mais barato

Novo medicamento para hepatite C disponível para hospitais e mais barato

Um novo medicamento para tratamento de todos os genótipos da hepatite C está disponível para os hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS) e, segundo a avaliação do Infarmed, é tão eficaz quanto os outros e mais barato.

De acordo com o relatório de avaliação prévia do Infarmed, o novo medicamento (Glecaprevir + Pibrentasvir), do laboratório AbbVie, está indicado para o tratamento da infeção pelos vírus da hepatite C crónica em adultos.

"Na avaliação económica, depois de negociadas as condições para utilização pelos hospitais e entidades do SNS, tendo em atenção as características específicas do medicamento e da doença em causa, assim como os resultados do impacto orçamental, o medicamento (...) apresenta custos inferiores ao do comparador selecionado e, portanto, vantagem económica versus essa alternativa", refere o relatório de avaliação do Infarmed.

De acordo com o laboratório, trata-se de um medicamento que permite uma cura mais rápida, de apenas oito semanas e para todos os doentes (todos os genótipos), evitando assim para o doente exames de diagnóstico complementares.

Até agora, estavam disponíveis no mercado sete medicamentos "de última geração" para tratamento da hepatite C.

Dados do Infarmed divulgados em fevereiro indicam que mais de 15 mil doentes com hepatite C iniciaram tratamento nos últimos três anos e que a taxa de cura se situa nos 97%.

Desde que foi assinado o acordo para a utilização dos primeiros medicamentos antivíricos de ação direta aprovados em Portugal, foram concluídos mais de 12 mil tratamentos e 8870 doentes ficaram curados.

Os dados inscritos no portal do Portal da Hepatite C, gerido pelo Infarmed, revelam que até 14 de fevereiro foram autorizados 18.929 tratamentos no país, a maioria em homens (73%).

A média etária é de 50 anos para os homens e de 55 para as mulheres.

A Organização Mundial de Saúde tem defendido como meta para 2030 uma redução de 90% nas novas infeções crónicas e de 65% na mortalidade por estas doenças.

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