Memória

O conturbado percurso político do professor como líder do PSD

O conturbado percurso político do professor como líder do PSD

O estilo mantém-se, mas a táctica mudou. Marcelo Rebelo de Sousa já não volta a dizer "nunca", como disse em 1995, pressionado para se candidatar à liderança do PSD (tendo-se candidatado, afinal), mas mantém o seu estilo errático quando a questão a abordar é a sua pessoa.

Uma sucessão de atitudes desconcertantes para os militantes do PSD marcou a entrada e a saída do professor catedrático de Direito da liderança do partido.

De 1996 a 1999, Marcelo liderou um partido em ressaca de derrota eleitoral, mas ainda pouco consciente de estar a viver na Oposição. Depois de uma revisão constitucional bem conduzida e de duas vitórias em dois referendos (regionalização e aborto), Marcelo falhou a tão desejada candidatura a primeiro-ministro.

A meio de uma negociação com Paulo Portas para fazer renascer a AD (traduzida em Alternativa Democrática), rompeu com o líder centrista por falta de confiança entre ambos. O líder do CDS deu uma uma entrevista televisiva revelando que Marcelo lhe dissera que algumas das notícias da Universidade Moderna contra si tinham sido colocadas por dirigentes do próprio PSD.

Marcelo queixa-se da quebra de confiança e rompe com a coligação. A separação foi estrondosa. A poucas semanas das eleições europeias e a meses das legislativas, o PSD ficou sem líder e sem lista de candidatos ao Parlamento Europeu.

Durão Barroso foi literalmente chamado de urgência para fazer uma lista nova e candidatar-se a primeiro-ministro contra Guterres. O PSD perdeu ambas.

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