Saúde

OMS propõe redução do consumo de gorduras saturadas para menos de 10%

OMS propõe redução do consumo de gorduras saturadas para menos de 10%

A Organização Mundial de Saúde propõe a redução do consumo individual de gorduras saturadas para menos de 10% do total de calorias ingeridas e de gorduras "trans" para menos de 1%.

A OMS iniciou esta sexta-feira uma consulta pública, que termina a 01 de junho, para rever pela primeira vez em 15 anos as suas orientações sobre o consumo destes ácidos gordos prejudiciais para a saúde e que se encontram em muitos alimentos.

As novas diretrizes baseiam-se na dieta individual e não no consumo médio de calorias da população.

A proposta é que, nas crianças e nos adultos, as gorduras saturadas devem diminuir para menos de 10% da energia total ingerida e não devem ser aumentadas se a percentagem já é menor.

Quanto às gorduras "trans", devem ser reduzidas para menos de 1% das calorias consumidas e não devem aumentar se a percentagem é menor.

De acordo com a OMS, ambos os ácidos gordos devem ser substituídos pelas gorduras polinsaturadas, as mais saudáveis, e nas quais se incluem as gorduras omega-3 e omega-6, essenciais para o crescimento das células e o funcionamento do cérebro.

As gorduras saturadas podem encontrar-se na manteiga, no leite, na carne, na gema de ovo, no chocolate, na manteiga de cacau, no coco ou no óleo de palma.

Os ácidos gordos "trans" podem produzir-se industrialmente, através da hidrogenação parcial de óleos vegetais e de peixe, mas também de forma natural na carne e no leite de animais ruminantes, como vacas, ovelhas, cabras e camelos.

Este tipo de gordura, quando gerada industrialmente, existe em bolachas, bolos, aperitivos, alimentos pré-embalados e no óleo de fritar.

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