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OE2012

Orçamento será "o mais difícil de que há memória", diz Passos Coelho

Orçamento será "o mais difícil de que há memória", diz Passos Coelho

Pedro Passos Coelho revelou que o Orçamento de Estado para 2012 será "o mais difícil" de que há memória em Portugal. O primeiro-ministro admitiu que é preciso fazer cortes na Saúde, Educação e Segurança Social, os que "mais impostos consomem".

"O orçamento de estado que estamos a ultimar é o mais difícil de fechar e será, também, o mais difícil de executar de que há memória em Portugal", disse Pedro Passos Coelho, num intervenção pública em visita à fábrica da Toyota-Salvador Caetano, em Ovar, esta segunda-feira ao fim da manhã.

"Todos os sacrifícios que vai envolver" o Orçamento de Estado para 2012 (OE2012) , para "fazer o que é preciso fazer" implicam alterações na "Saúde, Educação e até na Segurança Social, os sectores que mais despesa pública consomem e mais custam aos cidadãos", disse Passos Coelho.

Segundo o primeiro-ministro, "os sacrifícios" que estão a ser pedidos "só têm um propósito, cumprir com o que foi acordado" com a troika, para "recuperar a confiança e a credibilidade do país".

As declarações de Passos Coelho, em Ovar, acontecem poucas horas antes do início do Conselho de Ministros marcado para as 15 horas desta segunda-feira, para uma reunião extraordinária para continuar a discussão da proposta de Orçamento do Estado para 2012, iniciada na passada quinta-feira.

No dia 7 de julho, o Conselho de Ministros aprovou um calendário, segundo o qual a proposta de Orçamento do Estado deveria ser aprovado neste órgão a 6 de Outubro. No entanto, fonte governamental adiantou quarta-feira à Lusa que a aprovação do documento seria posterior, tendo sido discutido quinta-feira apenas uma versão preliminar.

No final da reunião do Conselho de Ministros de 7 de Julho, o secretário de Estado da Presidência, Luís Marques Guedes, considerou que o processo de elaboração e aprovação do Orçamento para 2012 podia ser resumido em três palavras: "Urgência, exigência e transparência".

O prazo definido por lei para a entrega do documento na Assembleia da República é 15 de Outubro, mas como calha num sábado foi já acertado com os grupos parlamentares que essa entrega poderá ser feita até à segunda-feira seguinte, dia 17.

A possibilidade de uma entrega antecipada do Orçamento do Estado tem sido avançada com base na coincidência de calendário, já que nos dias 17 e 18 decorrem em Bruxelas as cimeiras da União Europeia e da Zona Euro.