Demissão coletiva

Ordem dos Médicos quer nova administração no centro hospitalar de Gaia

Ordem dos Médicos quer nova administração no centro hospitalar de Gaia

O bastonário da Ordem dos Médicos, Miguel Guimarães, afirmou esta quarta-feira que seria dado "um sinal positivo" se o Conselho de Administração do Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho fosse substituído, porque "não está em condições de liderar".

"Acho que a liderança do Hospital de Gaia não está em condições de liderar o centro hospitalar porque, até agora, não foi competente para tentar reverter situações que se adivinhavam há alguns meses", disse durante uma conferência de imprensa, no Porto, aquando do anúncio da demissão do diretor clínico e dos 51 diretores e chefes de equipa da unidade de saúde.

O dirigente vincou que a atual administração "não está a conseguir gerir corretamente o hospital", sendo a sua substituição um dos "requisitos" para a mudança que é "necessária" no centro hospitalar.

"Julgo que estes médicos precisam de ter um sinal de que as coisas podem mudar, mas isto vai ser difícil com o atual diretor do hospital", reforçou.

Miguel Guimarães frisou que nenhum dos profissionais está a reclamar melhores vencimentos, mas sim melhores condições de trabalho para poderem "fazer o que sabem fazer", tratando dos doentes de forma mais adequada.

"Estamos a falar de 52 demissões de pessoas com cargos de direção, isto corresponde a cerca de 95% dos cargos de chefia no hospital, situação que não é habitual e que o poder político deve ter em conta", ressalvou.

Explicando que a carta de demissão foi um "grito de alerta" por parte dos profissionais, o bastonário alerta que a situação que se vive em Gaia é "muito crítica" porque os problemas são "muitos".

"Isto não é novidade. Como bastonário já fui visitar o centro hospitalar três vezes porque os problemas são muitos e porque as promessas de quem tem responsabilidade política nesta matéria acabam por não se concretizarem e os profissionais veem as suas condições de trabalho cada vez mais depauperadas, tendo mais dificuldades em assegurar os cuidados de saúde aos doentes", salientou.

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