Igreja Católica

Pároco de Torres Vedras é o novo bispo auxiliar de Lisboa

Pároco de Torres Vedras é o novo bispo auxiliar de Lisboa

O cónego Daniel Batalha Henriques foi anunciado como novo bispo auxiliar de Lisboa este sábado.

Através da Congregação dos Bispos da Secretaria de Estado do Vaticano, por indicação do Papa Francisco, o anuncio será feito, às 12 horas, através da publicação no Boletim da Santa Sé.

Com 52 anos, natural da Ericeira, estudou nos seminários de Almada e dos Olivais e é, atualmente, pároco em Mataçães, S. Pedro e S. Tiago e Santa Maria e S. Miguel, em Torres Vedras. O nome de Daniel Henriques apanhou de surpresa alguns membros do clero. Na lista de candidatos a bispo estavam nomes de prelados mais conhecidos dos católicos e com experiências de trabalho diversas. Contudo, a surpresa, não impede que sejam tecidos elogios ao sacerdote, apontado como "discreto" mas "muito trabalhador" e próximo de D. Manuel Clemente, o cardeal-patriarca de Lisboa.

A diocese lisboeta tem dois bispos auxiliares: D. Nuno Brás da Silva e D. Joaquim Augusto da Silva Mendes. Há cerca de um ano que é esperada a nomeação de um terceiro auxiliar, na sequência da saída de D. José Traquina por ter sido nomeado bispo de Santarém.

Três vagas por preencher

A nomeação de Daniel Batalha Henriques resolve uma lacuna na hierarquia da Igreja, mas há ainda vagas importantes por preencher. A nomeação de D. Manuel Linda como bispo do Porto deixou vazia a cadeira de bispo das Forças Armadas. E aguardam-se as nomeações dos bispos das dioceses do Funchal e de Vila Real.

No Funchal, D. António Carrinho já completou 75 anos e pediu dispensa de funções. A diocese tem passado por momentos agitados e o atual bispo tem sido contestado. Em Vila Real, D. Amândio Tomás também pediu dispensa do cargo. Já fez 75 anos e tem alguns problemas de saúde.

O processo de escolha de um bispo não é simples. O Direito Canónico refere que devem ser ouvidas várias pessoas, tudo sob sigilo. Cabe depois ao núncio apostólico enviar uma lista com três nomes à Santa Sé. A decisão final cabe à Congregação dos Bispos e ao Papa, tornando publica a escolha.

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