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Passos já não fala no diabo e prevê agora visita dos Reis Magos

Passos já não fala no diabo e prevê agora visita dos Reis Magos

O presidente do PSD falou perante os deputados sociais-democratas no tradicional jantar de Natal, brincando com a alusão que lhe é feita à vinda do "diabo" e prevendo agora a visita dos "Reis Magos" em janeiro.

"Desta vez desejo-lhes um bom Natal e que nos possamos reencontrar logo em janeiro, esperando eu que nessa altura possamos ser visitados pelos três 'Reis Magos'", brincou Pedro Passos Coelho, perante risos dos parlamentares sociais-democratas presentes no jantar, na Assembleia da República.

A referência à vinda do diabo terá surgido na última reunião da bancada do PSD antes da pausa para o verão deste ano, encontro sem a presença da comunicação social - Passos abordou essa matéria e quis falar na visita "por janeiro, para as janeiras", de Baltazar, Belchior e Gaspar.

"No que depender de nós, faremos de 2017 um grande ano para Portugal e para os portugueses", garantiu.

Contudo, as palavras do líder do PSD foram de grandes críticas para com o Governo, que, advoga, "pretende criar uma confusão, criar uma nuvem de fumo para que não se discuta o essencial para o país".

"Estamos hoje pior que há um ano. Em todos os indicadores, o país está aquém do que fomos capazes de fazer em 2015", vincou Pedro Passos Coelho.

O presidente do PSD criticou o Governo por atuar em função de "preconceitos políticos" e não de resultados de medidas implementadas. "Muitas das coisas que foram decididas pelo Governo e pela maioria que o suporta resultaram de entendimentos entre os partidos" apenas por "preconceito político" e não foi tomado em conta a análise "de resultados" da governação anterior, declarou.

O líder dos sociais-democratas sublinhou que uma postura como esta "é o que se espera numa sociedade madura, evoluída".

"Ninguém fica preso eternamente a uma determinada política. Se são boas, há que as prosseguir, se não são boas, são para corrigir", defendeu, garantindo que seria isso que faria se estivesse atualmente no Governo - e que aí olharia para o passado recente de governação PSD/CDS-PP para eventualmente alterar políticas que estivessem a dar menores resultados.

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