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Passos quer que G20 avance com taxa sobre transacções financeiras

Passos quer que G20 avance com taxa sobre transacções financeiras

O primeiro-ministro português afirmou este sábado esperar que a cimeira do G20 considere a criação de uma taxa sobre as transações financeiras à escala global que contribuísse para ajudar os países mais afectados pela instabilidade financeira.

Durante uma conferência de imprensa no final da XXI cimeira Ibero-Americana, em Assunção, no Paraguai, Pedro Passos Coelho manifestou a esperança de que as 20 maiores economias mundiais avancem no sentido de uma "reforma do sistema monetário internacional, que passa evidentemente pela reforma do próprio Fundo Monetário Internacional e pelo reforço da capacidade para a regulação" ao nível internacional.

Passos Coelho referiu que a União Europeia debateu esta semana "a ideia de criar uma taxa sobre as transações financeiras, que pudesse, nomeadamente à escala global, considerar um contributo adicional de toda a área financeira para a retoma do crescimento, para que aqueles que foram afectados inclusivamente pela instabilidade financeira pudessem beneficiar em termos de recursos".

Segundo o primeiro-ministro, esta foi "uma proposta muito discutida" nas últimas cimeiras da UE e da zona euro e "o G20 é um espaço suficientemente alargado para que esta proposta possa ser debatida e considerada".

"Julgo que o G20 tem força suficiente para procurar encontrar formas de o capital financeiro, nesta fase, dar um contributo maior para a retoma do crescimento em todo o mundo, uma vez que foi o capital financeiro que, em grande medida, esteve na origem desta crise financeira que fez espoletar a crise económica que estamos todos agora a sentir", acrescentou.

Criado em 1999, o G20 integra os sete países mais industrializados do mundo (Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, França, Itália, Japão, Alemanha), as economias emergentes (Argentina, Austrália, Brasil, China, Índia, Indonésia, México, Rússia, Arábia Saudita, África do Sul, Coreia do Sul, Turquia) e a União Europeia.

Inês Escobar de Lima, enviada da agência Lusa