Manifestação

Polícia trava intenção do PNR de chegar à sede do Bloco em Lisboa

Polícia trava intenção do PNR de chegar à sede do Bloco em Lisboa

A manifestação agendada pelo Partido Nacional Renovador (PNR) para esta sexta-feira à tarde em Lisboa não irá terminar na sede do Bloco de Esquerda (BE) por decisão da PSP, ao contrário do que pretendia a organização.

As autoridades, que não esperam "grande adesão" ao desfile, argumentam que é necessário compatibilizar o "direito à manifestação" com o "direito de livre circulação" dos carros que ali transitam. "A Rua da Palma é muito estreita. Não podemos permitir que os manifestantes possam impedir a circulação automóvel", explica ao JN o Intendente Alexandre Coimbra.

O diretor de Relações Públicas da PSP sublinha ainda que se trata de "uma decisão tática" - que já terá sido acordada com a organização da marcha - e que esta "manifestação está a ser trata como outra manifestação qualquer". Na prática, os manifestantes ficarão a 100 metros da sede do BE.

O PNR agendou, para o final da tarde desta sexta-feira, um desfile entre o Terreiro do Paço e a sede do Bloco da Esquerda pela "ilegalização do braço armado do Bloco de Esquerda", o SOS Racismo. O protesto, com início marcado para as 18 horas e chegada à Rua do Palma prevista para as 19.45 horas, acontece no mesmo dia em que acontece uma concentração em frente à Câmara Municipal do Seixal uma concentração para mostrar, de forma pacífica, a indignação relativamente aos acontecimentos de 20 de janeiro.

No último domingo, um agente da PSP e cinco civis ficaram feridos sem gravidade na sequência de confrontos entre as autoridades e alguns moradores do bairro da Jamaica, no concelho do Seixal. A PSP alega que foi recebida à pedrada e que a força utilizada foi "proporcional", mas, nas redes sociais, surgiram, logo no próprio dia, acusações de violência policial "gratuita" e "excessiva", incluindo de Joana Mortágua, dirigente do BE.

Na segunda-feira, uma manifestação contra o racismo convocada nas redes sociais acabou com o suposto arremesso, na Baixa de Lisboa, de pedras por parte de alguns manifestastes e disparos de balas de borracha por parte da PSP. Quatro pessoas foram detidas.

Os acontecimentos de 20 de janeiro estão a ser investigados pelo Ministério Público e, a nível interno, pela PSP.