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Popularidade perto dos 70% "não é razão para depressão", diz Marcelo

Popularidade perto dos 70% "não é razão para depressão", diz Marcelo

Marcelo Rebelo de Sousa não está preocupado com a queda de popularidade. O presidente da República diz que está "grato" aos portugueses, lembra que partiu com 52% dos votos e, hoje, tem 67% dos portugueses a avaliar positivamente o seu mandato.

Por isso mesmo, "o estilo fica": o presidente dos afetos, omnipresente e sempre disponível para as selfies vai continuar a andar por aí.

"Continuo muito grato à generosidade dos portugueses. Se se trata de os portugueses gostarem de mim na proporção de 71 ou 67%, lembre-se que vai fazer três anos que eu tomei posse, eleito com 52%. Portanto, ter, - três anos e tal volvidos, com tudo aquilo que é a função e o desgaste da função -, a generosidade dos portugueses em níveis tais, perto dos 70%, um bocadinho acima ou um bocadinho abaixo, acho que não é razão para depressão, nem para falta de generosidade", afirmou Marcelo Rebelo de Sousa, reagindo assim ao estudo de opinião da Aximage, que revela estar a descer a popularidade do chefe de Estado.

Um quarto dos inquiridos considera que o presidente da República tem atuado "bem", contra os 87,3% registados um ano antes. Nessa altura, apenas 5,5% achavam que atuava "mal", uma percentagem que, agora, chega aos 24,2%. O estudo diz ainda que a popularidade do presidente dos afetos desceu para níveis inferiores aos registados por Cavaco Silva em idêntico período do seu mandato.

Mais do que a popularidade, a preocupar Marcelo estão a ADSE e o salário mínimo na função pública.

"As certezas foram superiores às dúvidas e a certeza é uma: é que não se poderia sacrificar um número tão elevado de funcionários públicos, como são aqueles que se encontram no escalão mais baixo e que têm, de facto, salários muito, muito, muito baixos", frisou, justificando a sua decisão de promulgar o diploma que fixa o salário mínimo da função pública nos 635,07 euros

Do outro lado da balança estavam "as dúvidas": não haver subida noutros escalões, ter o salário mínimo nacional abaixo do mínimo na função pública e haver no escalão inferior pessoas com tempos de serviço diferentes.

"Tudo somado, entendi que pesava mais um argumento de justiça social", rematou.

Quanto à ADSE, o presidente da República pede "bom senso". "Acho que estamos todos de acordo que a ADSE é importante para Portugal, é importante para os portugueses, não pode acabar e não vai acabar e, para não acabar, é preciso que haja bom senso e capacidade de entendimento", frisou.