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Portas anuncia apoio "condicional" ao pedido de ajuda financeira

Portas anuncia apoio "condicional" ao pedido de ajuda financeira

Paulo Portas apoia o pedido de ajuda externo do Governo de José Sócrates, mas salienta que este pedido não pode comprometer as escolhas dos portugueses a "médio e longo prazo".

O líder do CDS-PP considera que o Governo tem competência para pedir uma "ajuda de emergência" para fazer face a uma situação de emergência, mas lembrou que o país vai a votos em dois meses e que o executivo de Sócrates não se pode comprometer com medidas que impeçam os eleitores de escolher "os meios e medidas para contrariar o défice".

Para os centristas, o pedido de ajuda era "inevitável", já que o Estado tinha compromissos a cumprir, mas não tinha os meios para o fazer.

"Portugal vai recuperar, mas o Estado não pode ser o mesmo", salientou o líder do CDS, que considera que o "Estado, empresas públicas e institutos públicos" terão de ser reformados, já que é "a despesa que tem de caber na receita e não o contrário".

Paulo Portas disse ainda que não vai "pactuar" com obras ou projectos que agravem o problema do défice e afirmou que é necessária "equidade social e fiscal" quando se pede austeridade.