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Portas exige "ética social na austeridade" e recusa cortes nas pensões

Portas exige "ética social na austeridade" e recusa cortes nas pensões

O líder do CDS-PP, Paulo Portas, advertiu que não aceitará cortes nas pensões dos idosos mais pobres, exigindo uma "ética social na austeridade" que é pedida aos portugueses e que o Estado dê o exemplo.

"Para nós, sempre foi impensável que por exemplo os idosos que tem pensões de 246 euros, de 227 euros e de 189 euros possam ser os sacrificados de um plano de austeridade", declarou.

Paulo Portas defendeu que tem que haver "uma ética social na austeridade e que aqueles que são mais fracos vulneráveis e mais pobres não sejam os sacrificados da austeridade".

Em declarações aos jornalistas no final de uma reunião com a direcção da União das Misericórdias Portuguesas, em Lisboa, Paulo Portas afirmou que a "questão social" será determinante para o partido "ontem, hoje e amanhã".

Paulo Portas afirmou que "há limites para o descaramento", referindo que enquanto houver gestores públicos "às vezes de empresas falidas" a ganhar 500 ou 600 mil euros por ano não se deve "pedir aos mais fracos que façam os sacrifícios que os mais fortes não fazem".

Para o líder centrista, o Estado deve dar "sinais de exemplo de contenção" e cortar nas despesas "que não são essenciais" ao invés de "retirar aos idosos o já muito magro poder de compra".