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Portugal reforça cooperação com Espanha no combate aos incêndios

Portugal reforça cooperação com Espanha no combate aos incêndios

Portugal vai reforçar a cooperação com Espanha no combate aos incêndios, designadamente na disponibilidade de meios aéreos e de meios terrestres, anunciou esta terça-feira, na Covilhã, o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita.

"Teremos uma cooperação reforçada com Espanha. Estive, na sexta-feira, em Madrid, e o governo espanhol assume o pré-posicionamento de estruturas de apoio que poderão ser direcionadas para Portugal e [que ficam] na Galiza, em Salamanca e perto de Badajoz", disse.

Eduardo Cabrita falava, na Covilhã, distrito de Castelo Branco, onde participou na conferência "CM não Esquece. Juntos contra os Incêndios", que decorreu esta terça, na Universidade da Beira Interior.

Em declarações aos jornalistas, o ministro explicou que o reforço da cooperação com Espanha foi firmado numa reunião em que participou o ministro do Interior do governo espanhol e também a direção da Proteção Civil de Espanha.

Eduardo Cabrita acrescentou ainda que também foi reforçada a articulação de Portugal com o mecanismo europeu de proteção civil.

Frisando que nos meios aéreos haverá "sobretudo uma resposta diferente", o governante adiantou que, além de os meios estarem disponíveis ao longo de todo o ano, também haverá mudanças na gestão.

"Nós vamos ter mais meios aéreos ao longo de todo o ano e vamos ter estruturas de coordenação de gestão de meios aéreos, duas aeronaves para gerir a coordenação dos outros meios aéreos", detalhou.

O ministro rejeitou ainda a ideia de que este ano haja atrasos na preparação ao combate e enumerou as medidas que já foram tomadas no âmbito da prevenção e sensibilização, da autoproteção das pessoas e do combate.

"Estamos mais adiantados do que estivemos em qualquer dos anos anteriores", garantiu.

No que concerne à sensibilização, apontou as ações que têm sido feitas, na autoproteção destacou o projeto "Aldeia Segura, Pessoa Segura", frisando que cerca de 300 das mil freguesias de risco já têm indicado o respetivo de segurança local".

Na preparação do combate, apontou o reforço do dispositivo que este ano, na altura considerada mais crítica, terá 10.700 elementos, cerca de mil a mais do que ano passado.

"Pela primeira vez em Portugal, ultrapassam-se os 10.000 efetivos que estão afetos ao dispositivo", disse.

No balanço, recordou igualmente que foram criadas mais 80 Equipas de Intervenção Permanente, que ficam nas corporações dos bombeiros voluntários e salientou que os Grupos de Intervenção Proteção e Socorro da GNR foram reforçados, passando de 500 para mais de mil elementos.

Eduardo Cabrita abordou ainda o trabalho de articulação com as Forças Armadas, que passa pela intervenção da Força Aérea na deteção preliminar, bem como pela disponibilidade de 1.400 elementos com disponibilidade permanente para o período de maior detenção.

Questionado sobre as queixas de alguns autarcas por os apoios do Fundo de Emergência Municipal serem menores para os municípios onde os fogos não ocorreram em junho e outubro, o governante explicou que as diferenças estão relacionadas com uma majoração prevista para os concelhos onde houve perda de vidas humanas.

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