Reunião

Professores chamados de urgência ao Ministério para reunião

Professores chamados de urgência ao Ministério para reunião

Os professores foram convocados, de urgência, para uma reunião, pelas 15.30 horas desta terça-feira, no Ministério da Educação. A Fenprof diz que vai mas com "poucas expetativas".

A carta chegou a meio da manhã à Federação Nacional dos Professores (FENPROF), poucos minutos depois de a estrutura liderada por Mário Nogueira ter emitido um comunicado, em que lamentava o silêncio do Governo desde que, no passado dia 3, foi convocada a greve nacional desta quarta-feira para lutar contra o facto de os últimos dez anos de serviço não contarem para o descongelamento das carreiras.

Até hoje, não houve da parte do Governo qualquer contacto no sentido de se abrir uma qualquer janela de diálogo que levasse ao desenvolvimento de um processo negocial sobre o descongelamento da carreira docente ou outas questões - aposentação, horários de trabalho e concursos - que estão na base do grande descontentamento dos professores e educadores e que os levam a lutar", lia-se no comunicado.

Recorde-se que a Fenprof sempre disse estar disponível para aceitar um processo faseado de descongelamento das carreiras. Mais concretamente que os últimos 10 anos de serviços sejam contabilizados, aos poucos, nos próximos dois anos, em termos de progressão na carreira, como já acontecera no passado.

Noutro comunicado, a Fenprof divulgou a reunião no Ministério da Educação, marcada pelo Governo para as 15.30 horas desta terça-feira, um dia antes da greve nacional e de um protesto junto ao Parlamento, que promete juntar alguns milhares de professores.

Segundo informação que consta da convocatória, na reunião estarão presentes a secretária de Estado Ajunta e da Educação (Alexandra Leitão) e a secretária de Estado da Administração e Emprego Público (Maria de Fátima Fonseca)", revelou a Fenprof, referindo que a reunião "não tem agenda".

Por isso, a estrutura liderada por Mário Nogueira, afirma que "parte para a reunião sem grandes expetativas". "Não sendo crível o desenvolvimento de um processo negocial em apenas uma tarde na véspera de uma greve, o que esperaria dela (da reunião) seria um acordo político, inequívoco, em relação ao descongelamento das carreiras. Só que um acordo desse tipo exigiria a presença do ministro da Educação que, contudo, estará ausente", justifica a central sindical.