Premium

Projeto Parentalidade Positiva com três milhões para prevenir abusos

Projeto Parentalidade Positiva com três milhões para prevenir abusos

Projeto Parentalidade Positiva, lançado esta quarta-feira, quer dar às famílias instrumentos que promovam o bom desenvolvimento das crianças.

Ensinar às famílias técnicas de parentalidade positiva, em que a educação das crianças e jovens passa por incentivos positivos e definição clara de limites ao seu comportamento, pode prevenir maus-tratos e abusos. Por isso, a Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Proteção das Crianças e Jovens fará uma experiência-piloto, com famílias do Norte, Centro e Alentejo. O projeto Parentalidade Positiva, lançado esta quarta-feira, contará com três milhões de euros, vindos do Portugal 2020.

Os preparativos começam em janeiro, para que o projeto passe para o terreno no segundo semestre de 2019 e se prolongue até ao final de 2020, explicou ao JN Rosário Farmhouse, presidente da comissão nacional. Após a experiência, a comissão quer alargar o projeto a todas as famílias portuguesas.

"Queremos desenhar estratégias preventivas para todas as famílias portuguesas e não só as que estejam a atravessar uma fase mais complexa", afirmou Rosário Farmhouse. Ou seja, intervir junto das famílias, com novas estratégias de educação de crianças e jovens, antes que os problemas possam escalar e resultar em maus-tratos, negligência ou abusos.

Replicar experiências

A primeira fase é estruturar linhas de orientação para programas locais de promoção e defesa dos direitos das crianças. Poderá ter por base projetos como o Tecer Prevenção, que já é desenvolvido por algumas comissões de proteção, mas direcionados para as famílias, explicou a responsável.

Uma segunda vertente será a da capacitação das entidades relacionadas com os direitos das crianças, incluindo a divulgação de programas da Universidade de Coimbra, como o Anos Incríveis (prevenção de problemas de comportamento em crianças pequenas) ou o Mais Família Mais Jovem, para jovens.

Está ainda prevista a criação de uma plataforma (com uma biblioteca virtual, jogos e textos explicativos) e do Conselho Consultivo e Conselho de Crianças e Jovens. Para já, são conhecidos dois membros: Mónica Ferro, diretora do Fundo das Nações Unidas para a População, e Catarina Albuquerque, que lidera a parceria Água e Saneamento para todos, igualmente promovida pela ONU.

Na parentalidade positiva, os pais ou cuidadores devem criar as condições para que a criança se desenvolva na sua capacitação, sem violência mas fixando limites ao seu comportamento. "Está entre o permissivo e o autoritário", explicou Rosário Farmhouse.

ver mais vídeos