Incêndios

Proteção Civil pagou o dobro do preço pelas golas inflamáveis

Proteção Civil pagou o dobro do preço pelas golas inflamáveis

A Proteção Civil pagou mais do dobro pelas 70 mil golas antifumo à empresa Foxtrot Aventuras, destinadas aos programas "Aldeia Segura" e "Pessoas Seguras", do que aquilo que custariam a valores normais.

Por cada um destes equipamentos, que ontem o JN noticiou tratarem-se de materiais inflamáveis e não evitarem a inalação de fumos, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) deu 1,80 euros, num total de 125 706 euros. Mas, numa consulta ao mercado, o JN apurou que o valor por peça, também de poliéster, ronda entre 63 e os 74 cêntimos (com IVA).

A empresa, propriedade do marido de uma autarca do PS de Guimarães e com atividade na área lúdica em Fafe, garante que o montante cobrado se deveu à urgência na entrega dos produtos e à dimensão da encomenda. Já a ANEPC assegurou que a Foxtrot Aventura foi a única que apresentou uma proposta, de um total de cinco empresas que convidou para proporem preços para as golas e os kits de emergência. Sendo que nenhuma delas alguma vez fornecera tais produtos com esta especificidade - uma delas até vende eletrodomésticos.

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