Manifestação

Protesto de polícias frente ao Parlamento foi "espontâneo" após aparato "desnecessário"

Protesto de polícias frente ao Parlamento foi "espontâneo" após aparato "desnecessário"

A organização da manifestação de elementos de forças e serviços de segurança classificou hoje como "espontânea" a deslocação do protesto para o parlamento, após o aparato policial "desnecessário" junto do Ministério das Finanças.

Milhares de manifestantes fizeram, entretanto, um rápido protesto junto da Assembleia da República, protegida nas escadarias por elementos do Corpo de Intervenção, atrás de barreiras de proteção deitadas, e seguiram para a residência do primeiro-ministro, a curta distância, em São Bento.

O secretário nacional da Comissão Coordenadora Permanente (CCP) dos sindicatos e associações dos profissionais das forças e serviços de segurança, César Nogueira, que organiza a manifestação, disse aos jornalistas que a deslocação para a Assembleia da República não estava prevista, mas que o aparato policial e o tempo de espera para um documento reivindicativo ser entregue no Ministério das Finanças levaram à desmobilização para outro local.

Os elementos da CCP entregaram no Ministério das Finanças cerca das 20:30 um caderno reivindicativo para exigir que a proposta do Orçamento do Estado para 2018 reponha a progressão da carreira e aumentos salariais.

No final do encontro com um assessor da secretária de Estado da Administração Pública, César Nogueira afirmou que, caso as reivindicações não sejam atendidas, os elementos das forças e serviços de segurança voltarão às ruas.

O presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP), Paulo Rodrigues, considerou excessivo o aparato policial junto ao Ministério das Finanças, adiantando que era desnecessário e que "surpreendeu todos os manifestantes".

Durante o período da concentração junto ao Ministério foram ouvidas várias palavras de ordem e dedicadas canções, nomeadamente o hino da Unidade Especial de Polícia, aos elementos que estavam do outro lado da barricada, fardados.

A manifestação iniciou-se cerca das 18:30 no Marquês de Pombal e inclui elementos da PSP, GNR, SEF, ASAE, Polícia Marítima e guarda prisional, que se concentraram ao início da noite na praça do Comércio, junto do Ministério das Finanças, onde encontraram um forte policial, que protegia igualmente os ministérios da Justiça e da Administração Interna.

Deste local, os manifestantes deslocaram-se para o parlamento e depois para a residência do primeiro-ministro.

O protesto conta também com a participação de outros sindicatos da PSP e da GNR que não fazem parte da CCP.

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