O Jogo ao Vivo

Política

PS e PSD preferem eleições legislativas do próximo ano a 6 de outubro

PS e PSD preferem eleições legislativas do próximo ano a 6 de outubro

O PS e o PSD apontaram esta quinta-feira a data de 6 de outubro como a preferida para a realização das eleições legislativas do próximo ano, após uma audiência com o presidente da República.

"Entendemos que essas eleições poderão decorrer no dia 6 de outubro. Independentemente da decisão que o Presidente da República tome a esse respeito, entendemos que essa é uma data boa e ajustada", afirmou o líder parlamentar socialista, Carlos César.

Por sua vez, o presidente do PSD, Rui Rio, disse que essa é "a data mais equilibrada" para a realização das eleições legislativas. "Nós entendemos que em setembro é demasiado cedo por causa do mês de agosto, em que o país está relativamente parado. Outubro é o mês adequado e quanto mais cedo melhor, porque é preciso fazer o Orçamento do Estado", afirmou Rui Rio aos jornalistas, no final de uma audiência de cerca de uma hora com Marcelo Rebelo de Sousa, no Palácio de Belém, em Lisboa.

Rui Rio esteve acompanhado no Palácio de Belém pelo vice-presidente Salvador Malheiro, pelo líder parlamentar, Fernando Negrão, pelo secretário-geral, José Silvano, e pela vogal da Comissão Política Cláudia André.

O PSD junta-se assim ao PS e ao PAN na defesa da realização das eleições legislativas em 6 de outubro. Os Verdes consideraram possíveis as datas de 6 e 13 e CDS-PP, BE e PCP escusaram-se a apontar um dia preferencial para o sufrágio.

PS e o braço de ferro entre professores e o Governo

Questionado sobre o braço de ferro que se mantém entre professores e Governo sobre a contagem integral do tempo de serviço, Carlos César remeteu essa matéria para o Governo, pelo menos por enquanto.

"Na decorrência da aprovação do Orçamento do Estado, o Governo foi estimulado no sentido de reatar um processo negocial com os sindicatos", recordou, acrescentando que, do que ouviu do lado do Governo, "não se verificam progressos do lado sindical".

Carlos César escusou-se a adiantar qual será a posição do PS caso o futuro decreto venha a ser alvo de apreciações parlamentares, lembrando que o diploma ainda terá de passar pela apreciação do Presidente da República.

"Se chegarmos lá e quando chegarmos, o PS dará nota a seu tempo", afirmou.

O líder parlamentar socialista salientou que o PS transmitiu ainda ao chefe de Estado a sua satisfação com a recente aprovação do Orçamento do Estado, que classificou como "um sinal muito poderoso de estabilidade" no país, bem como com a realização em Portugal do Congresso do Partido Socialista Europeu, na sexta-feira e sábado.

A acompanhar Carlos César no Palácio de Belém estiveram a secretária-geral adjunta e deputada Ana Catarina Mendes e o líder da Juventude Socialista, Ivan Gonçalves.

O chefe de Estado, Marcelo Rebelo de Sousa, está a receber os sete partidos com assento parlamentar no Palácio de Belém desde quarta-feira, "no quadro dos contactos regulares com os partidos políticos com representação parlamentar".

Marcelo Rebelo de Sousa fixou reuniões por ordem crescente de representação na Assembleia da República, tendo recebido PAN, PEV e PCP na quarta-feira, e BE, CDS-PP, PS e PSD entre as 14 e as 17 horas desta quinta-feira

ver mais vídeos