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PSD aplaude e apoia, enquanto a Esquerda critica pedido de ajuda de Sócrates

PSD aplaude e apoia, enquanto a Esquerda critica pedido de ajuda de Sócrates

À esquerda, as críticas. À direita, o aplauso e o apoio do PSD. Analistas e economistas lamentam apenas que o pedido de ajuda externo não tenha sido feito mais cedo. UGT e CGTP unidas na crítica a Sócrates.

O presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, mostrou a disponibilidade social-democrata para ajudar o Executivo a formalizar o pedido de ajuda.

"Esta ajuda que está a ser solicitada merecerá o apoio do PSD, como já comuniquei pessoalmente ao Governo semana passada", disse Passos Coelho.

Considerando que "o regime em que temos vivido já é de algum apoio assistido", Passos Coelho considerou que "o pedido de ajuda não deve ser encarado como um fim de linha ou acto de desespero", antes como "o primeiro passo para enfrentar problemas".

À Esquerda, do PS e do PSD, união nas críticas. "As dificuldades são muito antigas. O Governo cede ao FMI dois dias depois de ter tido uma ordem dos principais bancos", disse Francisco Louçã, líder do Bloco de Esquerda.

"Estamos numa situação muito pior do que quando precisamos do FMI a primeira vez: há mais desemprego, há mais pobreza", argumentou Louçã.

"Esta história já começou há muito. Este Governo tem sérias responsabilidades na situação que o país chegou", acrescentou Bernardino Soares, líder parlamentar do PCP.

"É curioso que o ministro não falou das consequências. Não explicou que medidas o Governo aceita como contrapartidas", disse Bernardino Soares, sustentando que "era possível ter outra solução".

O Partido Ecologista "Os Verdes" dizem que Sócrates está desnorteado. Heloísa Apolónia recusou ainda a ligação entre o chumbo do chamado PEC IV e o aumento dos juros da dívida, recordando que "quando os outros PEC foram aprovados o 'rating' também baixou e os juros da dívida também subiram".

O CDS-PP ainda não reagiu ao pedido de ajuda externa. O partido liderado por Paulo Portas prometeu uma reacção para esta quinta-feira.

A UGT e a CGTP, tantas vezes desavindas, lamentaram, quarta-feira, a decisão do Governo de pedir apoio financeiro internacional e consideraram que isso resultou da pressão exercida pela banca sobre o executivo socialista.