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PSD diz que prefere ser criticado antes das eleições do que falhar compromissos

PSD diz que prefere ser criticado antes das eleições do que falhar compromissos

O vice-presidente do PSD Marco António Costa afirmou neste sábado que o partido prefere ser criticado antes das eleições por assumir a sua linha de pensamento, do que falhar com os compromissos como terá feito o PS após as eleições.

"Os portugueses podem ter a certeza que com Pedro Passos Coelho e com o PSD, nós manteremos uma postura fiel em relação aos compromissos que assumirmos antes das eleições, manteremos esses compromissos depois, e preferimos ser criticados agora, antes das eleições, dizendo com clareza aquilo que pensamos e que consideramos importante e não como aconteceu com o PS que prometeu uma coisa antes das eleições, e que fez exatamente o oposto depois das eleições, quer em 2005, quer em 2009", acusou.

O vice-presidente do partido, que reagia assim aos comentário do dirigente socialista Vitalino Canas à entrevista do líder do PSD, Pedro Passos Coelho, esta sexta-feira à SIC, diz ainda que o Governo PS já está a aplicar "o programa do FMI (Fundo Monetário Internacional)" que Vitalino Canas descreveu.

"Quando o doutor Vitalino Canas diz que o FMI é representada por actos tão simbólicos como o despedimento de funcionários, ou redução de salários, se olharmos para aquilo que está a acontecer hoje no país verificamos então que o Governo do Partido Socialista já está a aplicar aquele que é o programa do FMI segundo o doutor Vitalino Canas", afirma.

Questionado sobre o impacto de um eventual recurso ao Fundo Monetário Internacional, e se esta situação poderia ser mais gravosa para o país, Marco António Costa diz que a questão essencial é "quem colocou o país nesta situação desesperada", afirmando que "não foi o PSD" e que esta "não nasceu na tarde em que foi rejeitado o PEC na Assembleia da República", através da aprovação de resoluções de todos os partidos da oposição a recusar o Programa de Estabilidade e Crescimento.

"Esta é uma situação que resulta de seis anos de governação do PS. Aliás convém sublinhar que nos últimos dois anos, o PS em 2009 e 2010, por nove vezes reviu as projecções macroeconómicas do país e também os valores do défice público", considerou.

Questionado sobre quais as alternativas propostas pelo PSD, caso sejam necessárias medidas adicionais para este ano, para 2012 e 2013, o responsável sublinhou apenas que Pedro Passos Coelho já anunciou que a proposta do Programa de Estabilidade e Crescimento será apresentada pelo partido "oportunamente", e relembra que José Sócrates terá dito durante três semanas que o país não precisava de novas medidas e que "afinal" os sacrifícios pedidos aos portugueses nos últimos dois meses "não serviram de nada".

O dirigente do PS Vitalino Canas acusou o líder do PSD de enganar os portugueses ao dar uma "visão demasiado benigna" de um eventual recurso à ajuda externa e da entrada do FMI em Portugal e que Passos Coelho deve ser claro e "falar verdade" sobre as consequências de uma eventual entrada do FMI em Portugal.