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PSD planeia negociar com professores a partir de outubro

PSD planeia negociar com professores a partir de outubro

O PSD rejeita definir um prazo para a recuperação integral do tempo de serviço congelado dos professores e, esta terça-feira, no debate sobre a apreciação parlamentar, assumiu que conduzirá às negociações com os docentes a partir de outubro. Ou seja, se vencer as legislativas.

"A proposta do PSD é responsável e representa uma última oportunidade que damos a este Governo para resolver o problema que criou ou, se para tal não lhe sobrar o engenho e a arte, o nosso compromisso de governo a partir de outubro", assumiu Margarida Mano no debate.

O PS acusou o PSD de ter "duas caras" e já estar em campanha eleitoral. "Que impostos querem aumentar para cobrir esta despesa?", perguntou ao PSD o deputado do PS Porfirio Silva.

Era suposto Direita e Esquerda convergirem na defesa da recuperação dos nove anos, quatro meses e dois dias de serviço congelado que as propostas entregues por PSD, CDS, BE, PCP e PEV defendem mas Governo e PS acabaram por sobreviver ao debate sem ficarem isolados. É que além do confronto direto entre socialistas e social-democratas, a divergência entre as propostas acabou por marcar mais o debate. PSD e CDS sublinharam que a definição de um prazo é populista.

"O risco do jogo do BE e do PCP é a demagogia de prometer sem ter como garantir nada", sublinhou Ana Rita Bessa do CDS.
Multiplicar tudo por zero dá nada, argumentou o ministro da Educação, acusando a Direita de "oportunismo político" e de levar para o debate "um rotundo nada". PCP, BE e PEV insistiram na "justeza" da recuperação do tempo de serviço.

"Não podemos estar permanentemente a voltar à estaca zero", defendeu Ana Mesquita. "O Governo falhou porque decidiu por a carreira europeia do Ministro das Finanças à frente da dos professores", frisou Joana Mortagua. As deputadas do PCP e do BE desafiaram a Direita a convergir numa solução mas o repto ficou sem resposta.

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