Reação

PSD vai continuar a resistir "a dizer mal de tudo" e a ser oposição responsável

PSD vai continuar a resistir "a dizer mal de tudo" e a ser oposição responsável

O PSD prometeu continuar a resistir "a dizer mal de tudo", tal como pediu o presidente da República na mensagem de Ano Novo, afirmando-se como uma oposição responsável.

"Esta postura, que é muito a marca de Rui Rio, tem, inclusivamente, exposto o PSD a algumas críticas, é preciso dizê-lo, mas a verdade é que apesar dessas críticas, o PSD tem resistido e vai continuar a resistir a dizer mal de tudo", afirmou André Coelho Lima, vogal da Comissão Política Nacional do PSD, em reação à mensagem de Ano Novo do presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

Para o dirigente, que falava no Porto, o partido "tem resistido e vai continuar a resistir a prometer o impossível, tem resistido e vai continuar a resistir a entrar num discurso fácil e populista".

De acordo com André Coelho Lima, "o PSD tem sabido ser uma oposição séria e responsável", à altura do que os portugueses esperam, estando "disponível para o diálogo com quem está no poder" e para concretizar as reformas que o país precisa e para as quais "é mais importante a postura dos partidos da oposição do que propriamente a postura dos partidos de poder".

Na mensagem de Ano Novo, o presidente da República apelou ao exercício do voto nos três atos eleitorais de 2019, e considerou fundamental que haja bom senso nessas campanhas, advertindo que radicalismos, arrogâncias e promessas impossíveis destroem a democracia e pedindo políticas e políticos mais confiáveis.

Questionado se a mensagem de presidente seria uma chamada de atenção para os mais recentes casos das falsas presenças de deputados no parlamento, André Coelho Lima disse apenas que o PSD ouviu com humildade o presidente da República pelo que fará a sua parte.

O social-democrata disse ainda que, no essencial, a Comissão Política Nacional do PSD se revê na mensagem do chefe de Estado, considerando que o "apelo à participação eleitoral é muito importante ser feito e ao qual o PSD se associa", mas também na "ambição de assegurar que a economia não só se prepare para enfrentar qualquer crise que chegue".

"Se há tecla em que temos batido, particularmente Rui Rio, é a necessidade de ter políticas para preparar o futuro. Temos afirmado constantemente que o Governo tem governado a olhar apenas para o presente sem olhar para o futuro, que tem ignorado que as políticas e hoje são aqueles que vão herdar os nosso filhos e netos, tem governado sem preparar a nossa economia para as crises, que como sabemos são cíclicas, é por isso, com satisfação que verificamos que a mensagem vem totalmente ao encontro daquela que tem sido a principal preocupação do PSD", sustentou.

O dirigente considerou, aliás, que, nesta matéria a mensagem do presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, contraria o discurso de Natal de António Costa, no qual este afirmou que Portugal cresceu acima da média europeia.

"Crescendo mais que a média da União Europeia não fazia sentido esta ambição fazer parte do discurso do Presidente. Reforçando aquilo que aqui dissemos na semana passada, Portugal não se aproximou da Europa, não cresceu mais que a média da união europeia, teve ao invés um dos piores crescimentos da União Europeia, apresenta o quarto pior PIB per capita da zona euro e piorou a sua situação relativa no pós-troika, ou seja, no período que diz respeito a esta legislatura, Portugal não convergiu, afastou-se. No fundo a afirmação do Presidente da República vem contrariar a afirmação do primeiro-ministro", sublinhou.

Na sua mensagem, Marcelo Rebelo de Sousa sustentou: "Podemos e devemos ter a ambição de assegurar que a nossa economia não só se prepare para enfrentar qualquer crise que nos chegue, como queira aproximar-se das mais dinâmicas da Europa, prosseguindo um caminho de convergência agora retomado. Podemos e devemos ter a ambição de ultrapassar a condenação de um de cada cinco portugueses à pobreza e a fatalidade de termos portugais a ritmos diferentes, com horizontes muito desiguais", lamentou o Presidente da República.

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