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"Queremos chegar ao fim do jogo mas ele nunca termina"

"Queremos chegar ao fim do jogo mas ele nunca termina"

Silva, como gosta de ser tratado, passou pelo álcool, drogas e acabou no jogo compulsivo. Chegou a não dormir e a estar uma semana sem tomar banho.

A dependência começou com o álcool, por volta dos 12 anos, mas logo surgiram os jogos a dinheiro nas máquinas dos cafés. "Metia a primeira moeda, depois metia a segunda e nunca estava satisfeito. Queremos chegar ao fim do jogo, mas ele nunca termina", conta Silva, como prefere ser tratado, que tem agora 42 anos e para quem a adição é como ter "um revólver sempre pronto a disparar".