Educação

Rio considera intoleráveis abusos com praxes no ensino superior

Rio considera intoleráveis abusos com praxes no ensino superior

O presidente do PSD, Rui Rio, considerou, esta segunda-feira, intoleráveis os abusos que ocorreram em praxes no ensino superior, defendendo o aumento da pedagogia e que as instituições de ensino e o Ministério Público devem ser implacáveis.

"Quer os estabelecimentos de ensino, onde essas coisas acontecem, quer o Ministério Público, devem, em minha opinião, ser implacáveis nisso. Uma coisa é brincarmos com os novos estudantes, os caloiros, durante uma semana ou duas - isso eu também fiz quando andei na faculdade - coisa diferente é abusarmos das pessoas e infligirmos sevícias", disse Rui Rio.

Rui Rio falava aos jornalistas à saída da Escola Secundária Filipa de Vilhena, no Porto, num dia dedicado aos temas da educação que o levaram a almoçar na cantina da Escola Superior de Educação, depois de na sede do PSD ter apresentado o documento estratégico do partido referente ao acesso ao Ensino Superior.

O líder dos sociais-democratas considerou que os estudantes "já deviam ter alguma consciência do que se pode fazer e o que não se pode fazer", mas, disse, "ainda assim a componente pedagógica é importante".

"E para quem insiste em não entender a componente pedagógica, acho que devemos castigar os que abusam dos direitos dos mais novos, particularmente os que estão mais indefesos. É algo que não tolero e numa sociedade democrática, acho intolerável", referiu.

Convidado a fazer um resumo e destaque das medidas apresentadas, Rio disse que a questão do alojamento é "absolutamente vital" e sobre o método de acesso ao Ensino Superior também defendeu alterações.

"Não vou dizer que precisamos de uma revolução, mas precisamos seguramente de alguns ajustamentos que permitam alargar a base daqueles que têm acesso ao Ensino Superior. Hoje há uma discriminação para lá do aceitável não só em termos de acesso, mas em termos de sucesso", apontou.

A Universidade da Beira Interior, sediada na Covilhã, informou hoje que fez queixa ao Ministério Público e abriu um processo de averiguações devido a uma alegada praxe violenta que terá sido praticada por alunos daquela universidade.