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Saiba aqui se entrou no Ensino Superior

Saiba aqui se entrou no Ensino Superior

As instituições de Ensino Superior públicas recebem, a partir de segunda-feira, 44.500 novos estudantes, 61% dos quais colocados em universidades e os restantes em politécnicos.

Consulte aqui a lista dos resultados de acesso à 1.ª fase do Ensino Superior

Na 1.ª fase do concurso de acesso, cujos resultados são conhecidos este domingo, o número de colocados sobe 1,2%, com mais 508 alunos. Os politécnicos são quem mais vê subir o número de alunos - mais 1,5% -, enquanto as universidades crescem 0,9%.

Quem mais beneficia deste ligeiro e esperado incremento são as instituições localizadas em regiões com menor pressão demográfica, com um acréscimo de 2,6% (mais 265 novos alunos), seguindo-se as restantes situadas fora do Porto e Lisboa, na ordem dos 2%. Já aquelas cidades perdem 0,1% (menos 27 alunos).

Dos 1061 cursos que abriram vagas, dois terços ocuparam todos os lugares. Sendo que o ISCTE, a Nova de Lisboa e as três escolas de Enfermagem ocuparam todas as vagas. Na Universidade do Porto sobraram 18 e na de Lisboa 74. Feitas as contas, sobraram para a 2.ª fase, que arranca na segunda-feira, 6734 lugares, menos 7,6% do que no concurso do ano passado.

Do total de colocados, num concurso que contou com mais de 51 mil candidatos, 53,1% entraram na 1.ª opção, 21,9% na 2.ª e 12% na 3.ª. Por ordem, Engenharias e Técnicas Afins, Ciências Empresariais e Saúde são as áreas preferenciais dos estudantes. E, nestas, destaque para os opostos. Engenharia Civil deixou 44% das vagas por preencher, enquanto Enfermagem apenas 4%.

Já os cursos que não conseguiram conquistar um único candidato fixam-se em 38, mesmo depois de o Ministério ter determinado o fecho de 15, devido à falta de procura. Outro dado a reter é o aumento em 20% dos alunos que abandonaram o Superior e solicitaram, agora, o reingresso. Os cursos de curta duração somam e seguem, com um crescimento de 25%, ascendendo a nove mil alunos. Quanto aos internacionais, e como o JN noticiou, crescem 40%, devendo superar os sete mil.

Aposta na especialização

A obrigatoriedade das instituições do Porto e Lisboa aumentarem as vagas nos cursos com média superior a 17 valores levou a um crescimento de 15% nos ciclos de estudos com maior concentração de melhores alunos. Uma aposta ganha, considera, em entrevista ao JN, o ministro Manuel Heitor: "Estimular a especialização sem criar ruturas".

Olhando para as instituições, os politécnicos do Porto e Lisboa foram os que mais perderam e os de Setúbal e Viana os que mais ganharam. O Governo estima colocar, no total, neste ano letivo, cerca de 77 mil novos estudantes no Ensino Superior público: 68 mil nos cursos de licenciatura e mestrados integrados e mais de nove mil em cursos de curta duração (TESP).

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