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Salazar homenageado no sábado em Santa Comba Dão

Salazar homenageado no sábado em Santa Comba Dão

Cerca de 60 ativistas e simpatizantes da Nova Ordem Social, uma organização de base nacionalista e patriota, homenageiam no sábado António de Oliveira Salazar, no cemitério onde está sepultado, em Santa Comba Dão.

Esta homenagem será, segundo a Nova Ordem Social (NOS), a demonstração do "apreço e reconhecimento ao único dirigente político português honesto dos últimos 100 anos".

Nuno Cardoso, da NOS, disse à agência Lusa que, ao cemitério do Vimieiro, no concelho de Santa Comba Dão (distrito de Viseu), chegarão cerca de 60 pessoas "de Norte a Sul do país, entre ativistas e simpatizantes".

"Vai ser lido um pequeno discurso de homenagem a Oliveira Salazar, deposta uma coroa de flores por membros da direção da NOS e cantado o hino nacional. Somos um movimento nacionalista, não podia faltar o hino nacional", frisou.

Segundo Nuno Cardoso, esta será a primeira grande iniciativa promovida pela NOS em 2018, um ano que será "de muita atividade" e durante o qual deverão ser recolhidas as assinaturas que faltam para que o movimento possa passar a partido político.

"Este ano, a Nova Ordem Social gostaria de alcançar as 7500 assinaturas para passar a partido político. Aí, as coisas iam alterar um pouco em termos de posição política em Portugal", afirmou, acrescentando que, atualmente, estão reunidas cinco mil assinaturas.

Nuno Cardoso explicou que a NOS tem cerca de 200 ativistas, pessoas de todo o país que têm "uma presença constante no movimento".

No seu manifesto, a NOS lamenta que, desde há 40 anos, a governação em Portugal se faça "alternando entre duas forças partidárias".

"O desemprego crescente, o monstruoso défice orçamental, a perda de soberania, os elevados impostos sobre as famílias e sobre as empresas, a quebra da natalidade, a supressão de valores e do solidarismo, a ausência de futuro! É esta a herança que nos deixaram todos aqueles que têm governado o país, com a conivência de outros que se têm servido à mesma mesa do orçamento", refere o documento.

Neste âmbito, a NOS quer ser "essa alternativa que hoje não existe".