Negócios Estrangeiros

Santos Silva diz que ritmo económico tem de se intensificar

Santos Silva diz que ritmo económico tem de se intensificar

Ministro dos Negócios Estrangeiros destacou, esta quarta-feira, os "sinais positivos" da economia nacional em 2016.

O ministro dos Negócios Estrangeiros aproveitou o seminário diplomático - que decorre esta quarta-feira e quinta-feira em Lisboa - para destacar os "sinais positivos" da economia portuguesa no ano passado. Perante embaixadores portugueses, membros do governo e empresários, Augusto Santos Silva invocou a mensagem de Ano Novo do presidente da República, dizendo concordar com Marcelo Rebelo de Sousa sobre as metas para 2017: este ano, "o ritmo da recuperação" económica tem de "intensificar-se".

"O ano de 2016 apresentou sinais positivos: a consolidação orçamental, o início da estabilização do sistema financeiro, o aumento do produto, a criação de emprego e a redução do desemprego. O ritmo de recuperação, como bem disse o presidente da República, tem de intensificar-se em 2017", disse o ministro na sessão de abertura do seminário diplomático.

Na sua mensagem de Ano Novo, Marcelo Rebelo de Sousa considerou que "2016 foi o ano da gestão do imediato, da estabilização política e da preocupação com o rigor financeiro", acrescentando que 2017 "tem de ser o ano da gestão a prazo e da definição e execução de uma estratégia de crescimento económico sustentado".

Na sua intervenção perante os diplomatas portugueses, o ministro dos Negócios Estrangeiros sublinhou também os dados do INE sobre as exportações portuguesas entre janeiro e outubro de 2016.

"As exportações para a União Europeia aumentaram, em termos nominais, 5%, valendo agora três quartos do total das exportações. Só os quatro primeiros mercados - Espanha, França, Alemanha e Reino Unido - valem dois terços", disse, referindo também que as viagens e turismo são os setores mais exportadores (17%), seguidos de máquinas e aparelhos (10%) e veículos e outros materiais de transporte (8%).

Santos Silva admitiu que as empresas portuguesas enfrentaram, no ano passado, a desaceleração económica e a crise financeira em alguns dos mais importantes mercados extraeuropeus, registando-se "fortes quebras nas exportações" e "redução de oportunidades de investimento", bem como mais "dificuldades em obter pagamentos ou repatriar rendimentos".

No entanto, ressalvou que as projeções do Banco de Portugal apontam que as exportações tenham tido um crescimento real de 4% no ano passado e as importações de 3,5%.

O desafio da internacionalização foi um dos três desafios apresentados pelo ministro para a política externa portuguesa em 2017, a par da afirmação nas Nações Unidas e da participação europeia, e em relação às quais disse não haver "nenhuma rutura de política pública".

O seminário diplomático, que decorre esta quarta e quinta-feira, é uma iniciativa anual do Ministério dos Negócios Estrangeiros, que reúne os embaixadores portugueses com membros do Governo e representantes da sociedade civil, academia e meio empresarial.