Poupanças

Sem dinheiro no fim do mês

Sem dinheiro no fim do mês

Não sobra nada no final do mês. É a situação a que chegaram a maioria dos portugueses (50%), quando se lhes pergunta sobre a sua capacidade de poupança.

Não sobra nada, mas há dívidas para pagar. E se apenas 37% do total de inquiridos admite ter créditos pendentes, é preciso acrescentar que, se se deixar de fora os mais novos (até 25 anos) e os mais velhos (mais de  54 anos), a percentagem passa os 50%.

A esmagadora maioria dos créditos, como seria de esperar, dizem respeito à habitação (29%), a grande distância das dívidas contraídas para comprar carro (8%). Positivo parece ser o facto de serem inexistentes, pelo menos para efeitos estatísticos, os casos de dívidas contraídas para pagar férias. Talvez porque o número dos que fazem férias esteja a diminuir (ver quadro e texto em baixo).

Destaque para a situação difícil que vivem muitas famílias endividadas. São 15% os que consomem mais de 25% do seu rendimento para as pagar, com um grupo de 4% a ver fugir para os bancos e instituições de crédito mais de 50% dos rendimentos.

Ficha técnica

Esta sondagem foi realizada pelo Centro de Estudos e Sondagens de Opinião da Universidade Católica Portuguesa (CESOP) para a Antena 1, a RTP, o Jornal de Notícias e o Diário de Notícias entre os dias 19 e 21 de Junho de 2010. O universo alvo é composto pelos indivíduos com 18 ou mais anos recenseados eleitoralmente e residentes em Portugal Continental. Foram seleccionadas aleatoriamente dezanove freguesias do país, tendo em conta a distribuição da população recenseada
eleitoralmente por regiões NUT II (2001) e por freguesias com mais e menos de 3200 recenseados. A selecção aleatória das freguesias foi sistematicamente repetida até os resultados eleitorais das eleições legislativas de 2002 e 2005 nesse conjunto de freguesias, ponderado o número de inquéritos a realizar em cada uma, estivessem a menos de 1% do resultados nacionais dos cinco maiores partidos. Os domicílios em cada freguesia foram seleccionados por caminho aleatório e foi inquirido em cada domicílio o mais recente aniversariante recenseado eleitoralmente na freguesia. Foram obtidos 1179 inquéritos válidos, sendo que 54% dos inquiridos eram do sexo feminino,
37% da região Norte, 19% do Centro, 34% de Lisboa e Vale do Tejo, 6% do Alentejo e 4% do Algarve. Todos os resultados obtidos foram depois ponderados de acordo com a
distribuição da população com 18 ou mais anos residentes no Continente por sexo (2007) e escalões etários (2007), na base dos dados do INE, e por região e habitat na base dos dados do recenseamento eleitoral. A taxa de resposta foi de 48,8%*. A
margem de erro máximo associado a uma amostra aleatória de 1179 inquiridos é de 2,9%, com um nível de confiança de 95%.