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Serviço postal "não pode em circunstância alguma ser descurado"

Serviço postal "não pode em circunstância alguma ser descurado"

O presidente da Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom) defendeu esta sexta-feira que o serviço postal dos CTT "não pode, em circunstância alguma, ser descurado" e afirmou que "as reclamações são para reduzir".

João Cadete de Matos falava na comissão parlamentar de Economia, Inovação e Obras Públicas, no âmbito de um requerimento do Partido Socialista (PS), depois de durante parte do dia terem sido ouvidos os sindicatos que representam funcionários dos CTT (SINDETELCO e SNTCT), a Comissão de Trabalhadores dos Correios de Portugal e o Movimento de Utentes de Serviços Públicos (MUSP) sobre a qualidade do serviço postal universal.

Em resposta aos deputados, o presidente da Anacom afirmou que "as reclamações (nos CTT) são para reduzir", acrescentando que "a empresa tem de ter uma preocupação muito acrescida pela qualidade do serviço".

Sobre o facto de os CTT terem duas atividades - postal e banca -, o presidente do regulador das comunicações sublinhou: "O serviço postal não pode em circunstância alguma ser descurado e o sucesso do serviço postal é indispensável para o sucesso do Banco CTT". João Cadete de Matos considerou que "há margem para que os CTT sejam mais eficientes sem descurar o serviço postal".

Por mais do que uma vez, o presidente da Anacom reiterou que é preciso que não haja dúvidas sobre o estudo de qualidade do serviço postal dos CTT feito pela PwC.

A Anacom pediu à Grant Thornton Consultores para auditar o estudo da PwC, esperando ter resultados no início do segundo trimestre.

"Temos de tomar medidas que permitam ter total confiança, esse grau de exigência, porque é do interesse dos CTT", acrescentou, aludindo às suspeitas que têm sido levantadas pelos trabalhadores dos CTT sobre o facto de os dados do estudo de qualidade dos Correios de Portugal poderem ser viciados.

"Se há dúvida e suspeita, ela tem de ser rapidamente removida", apontou João Cadete de Matos, sublinhando que a administração dos CTT, no momento em que a acusação relativa aos resultados do estudo foi levantada, deveria ter sido a primeira a propor alterações no sistema de avaliação.

A Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom) divulgou na quinta-feira (11 de janeiro) um conjunto de 24 novos indicadores de qualidade do serviço postal universal dos CTT até 2020, o que compara com os 11 indicadores anteriores, sendo que agora são "fixadas metas mais exigentes".

Os Correios de Portugal têm a concessão do serviço postal universal até 2020, de acordo com o contrato para o efeito. "Queremos retomar nível de qualidade que os CTT já praticavam", disse o presidente da Anacom aos deputados.