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Só 9% das vagas para a emigração no Superior foram preenchidas

Só 9% das vagas para a emigração no Superior foram preenchidas

As 3500 vagas abertas no Ensino Superior destinadas ao contingente da emigração foram preenchidas apenas por 324 alunos (9%), a totalidade dos que concorreram.

Segundo o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (MCTES), o concurso nacional de acesso deste ano "registou o número mais elevado de candidatos, de colocados e de taxa de ocupação das vagas disponíveis desde 2001" no que diz respeito ao "Contingente Especial para Candidatos Emigrantes Portugueses e Familiares que com eles residam". A tutela acrescenta ainda que pela primeira vez, desde 2011, todos os candidatos obtiveram colocação.

No ano passado este contingente atraiu 273 estudantes de 29 países. Apesar de não indicar o número de países, o MCTES adianta que França (67), Brasil (47) e Venezuela (42) são os principais países de proveniência. E que o Brasil e a Venezuela duplicaram o número de colocados face a 2017.

Em comunicado, emitido esta terça-feira, o ministério de Manuel Heitor diz ainda que as áreas das engenharias, TIC, saúde e direito foram as mais procuradas e que entre as instituições que receberam mais candidatos encontram-se as universidades do Porto (81), de Lisboa (57) e a Nova de Lisboa (39).

Recorde-se que em agosto o Governo enviou uma carta às comunidades a informar as famílias das 3500 vagas abertas nas universidades e politécnicos. A medida inseriu-se na iniciativa "Estudar e Investigar em Portugal".

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