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Sócrates garante aumento do investimento público

Sócrates garante aumento do investimento público

José Sócrates garantiu, ontem à noite, no Porto, a empresários nortenhos, que o Governo vai aumentar, agora, o investimento público por ser essencial ao incremento do investimento nacional.

"As empresas precisam de mais contratos públicos e este é o momento para fazer do crescimento e do emprego a nossa prioridade", realçou.

O primeiro-ministro, que presidiu ao "Fórum Novas Fronteiras - Economia", falava para uma dúzia de empresários que compareceram ao encontro. O chefe do Governo explicou que as contas públicas portuguesas estão melhores do que a de países como a Espanha, Inglaterra, Grécia, Itália e Irlanda e que o défice nacional vai aumentar ao nível médio europeu, "o que trará o conforto que todos precisamos".

Ao olhar para o futuro, José Sócrates realçou a necessidade de se ser "realista e prudente" e viu como sinais de esperança para melhores tempos a melhoria do nosso sistema financeiro, a recuperação dos mercados de capitais e o incremento dos indicadores de confiança.

No seu entender, a economia deve apostar na internacionalização, fazendo com que, nos próximos anos, as exportações representem 40% do Produto Interno Bruto, contra os actuais 32%.

De todas as áreas de investimento, o primeiro-ministro deu relevo ao sector energético. "A energia é um dos motores do crescimento económico", salientou, chamando a atenção para o facto de já existirem 10 mil portugueses a trabalhar nas energias renováveis. A este propósito, salientou a necessidade de não só se continuar a investir na energia eólica, como também apostar na energia solar, através da criação de clusters de empresas. Considerou que o investimento na energia garante a "autonomia estratégica nacional" e, para tanto, defendeu a necessidade de concertar posições com os empresários.

José Sócrates considerou as pequenas e médias empresas como o "potencial estratégico da recuperação económica do país" e prometeu que estarão na primeira linha de incentivos no programa para a próxima legislatura.

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