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Sócrates reeleito secretário-geral com 96,43% dos votos

Sócrates reeleito secretário-geral com 96,43% dos votos

José Sócrates foi reeleito secretário-geral do PS com 25.393 votos (96,43 por cento) de um total de 26.331, nas eleições directas do partido realizadas sexta-feira e sábado.

O Partido Socialista (PS) possui um universo aproximado de 73.000 militantes, mas só tiveram direito a voto cerca de 29.000, por "terem as quotas em dia", e destes últimos votaram cerca de 26.000, referiu uma fonte do partido à Agência Lusa.

Nas eleições internas no PS, o único candidato a secretário-geral do PS, José Sócrates, obteve 25.393 votos, durante um escrutínio com 736 votos brancos (2,79 por cento) e 202 nulos (0,76 por cento), totalizando 26.331 votos.

José Sócrates, actual primeiro-ministro, foi assim reeleito pela terceira vez secretário-geral do Partido Socialista.

Os resultados mencionados correspondem ao apuramento de 711 das 718 secções de voto. Há assim oito delegados por atribuir de um total de 1.730.

Neste acto eleitoral, estão ainda por apurar as secções de Chateauxbriand (França), Suíça e Winnipeg (Canadá) e, ao contrário do previsto, a votação não se realizou em Dortmund (Alemanha) e Belo Horizonte (Brasil).

As eleições serão repetidas nas secções de Pampilhosa da Serra e Vila Nova de Poiares, ambas na Federação do PS/Coimbra.

A repetição do acto eleitoral terá lugar a 20 de Fevereiro à mesma hora no mesmo local.

Além do secretário-geral, os militantes socialistas votaram também sexta-feira e sábado para eleger 1.730 delegados ao congresso do PS, que se realiza entre 27 deste mês e 01 de Março, em Espinho.

A moção de José Sócrates, "PS - A Força da Mudança", conseguiu eleger um total de 1.700 delegados, enquanto as outras duas moções, em conjunto, não foram além dos 22 delegados.

Presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento da Região de Lisboa e Vale do Tejo, António Fonseca Ferreira, que liderou a moção "Mudar para Mudar: Mudar o PS para Mudar Portugal", conseguiu eleger 21 delegados.

Por seu lado, o professor universitário António Brotas viu a sua moção, "Democracia e Socialismo", eleger um delegado.

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