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Sondagem: Eleitores não querem repetir Governo minoritário

Sondagem: Eleitores não querem repetir Governo minoritário

A repetição da experiência de um Governo minoritário não é desejada pelo eleitorado, a avaliar pelos resultados de uma sondagem da Universidade Católica para o JN, DN, Antena 1 e RTP - só 22% dos inquiridos consideram ser a melhor solução, após as eleições legislativas de 5 de Junho.

Contudo, parecem não acreditar que os agentes políticos aceitem coligar-se. É que 38% dão por adquirido que será o PSD, vencedor das eleições, a formar Governo sozinho e apenas 15% vaticinam uma solução multipartidária.

O estudo de opinião revela que a maioria dos eleitores não acredita que o futuro Governo tenha um desempenho melhor do que o actual. E, embora tenha melhorado, em relação à sondagem de Outubro de 2010, a apreciação do Governo, 57% dos inquiridos concordam com a demissão do primeiro-ministro.

Quanto à avaliação das figuras políticas, só José Sócrates regista uma subida. Embora se mantenha na cauda - e bem longe do líder, Cavaco Silva - o ainda primeiro-ministro melhora, mantendo-se, ainda assim, em terreno negativo.

Ficha técnica

Esta sondagem foi realizada pelo Centro de Estudos e Sondagens de Opinião da Universidade Católica Portuguesa (CESOP) para a Antena 1, a RTP, o Jornal de Notícias e o Diário de Notícias nos dias 2 e 3 de Abril de 2011. O universo alvo é composto pelos indivíduos com 18 ou mais anos recenseados eleitoralmente e residentes em Portugal Continental. Foram seleccionadas aleatoriamente dezanove freguesias do país, tendo em conta a distribuição da população recenseada eleitoralmente por regiões NUT II (2001) e por freguesias com mais e menos de 3200 recenseados. A selecção aleatória das freguesias foi sistematicamente repetida até os resultados eleitorais das eleições legislativas de 2009 e presidenciais de 2011 nesse conjunto de freguesias, ponderado o número de inquéritos a realizar em cada uma, estivessem a menos de 1% do resultados nacionais dos cinco maiores partidos ou candidatos. Os domicílios em cada freguesia foram seleccionados por caminho aleatório e foi inquirido em cada domicílio o mais recente aniversariante recenseado eleitoralmente na freguesia. Foram obtidos 1288 inquéritos válidos, sendo que 58,6% dos inquiridos eram do sexo feminino, 35% da região Norte, 22% do Centro, 30% de Lisboa e Vale do Tejo, 5% do Alentejo e 7% do Algarve. Todos os resultados obtidos foram depois ponderados de acordo com a distribuição da população com 18 ou mais anos residentes no Continente por sexo, escalões etários e grau de instrução, na base dos dados do INE, e por região e habitat na base dos dados do recenseamento eleitoral. A taxa de resposta foi de 51,7%*. A margem de erro máximo associado a uma amostra aleatória de 1288 inquiridos é de 2,7%, com um nível de confiança de 95%.