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"Tanta gente" a fazer Rio acreditar que vai ganhar o PSD este sábado

"Tanta gente" a fazer Rio acreditar que vai ganhar o PSD este sábado

Rui Rio congratulou-se, sexta-feira à noite, em Gaia, com a presença de "tanta gente" no encerramento da campanha pela eleição à liderança do PSD. A presença massiva deixou Rui Rio a antecipar, sábado, "uma grande vitória", para a candidatura e para o partido.

O candidato deixou uma palavra de apreço para Santana Lopes e para todos que nele vão votar, mas não para "aqueles que não tiveram coragem de se apresentar" e desejam que tudo corra mal, antecipando ciclos de dois anos, referindo-se a Miguel Relvas. No encerramento, Rui Rio teve ao seu lado Álvaro Amaro, presidentes dos autarcas social-democratas, Miguel Moreira, Paulo Mota Pinto e Nuno Morais Sarmento, seu mandatário nacional que apareceu esta noite na campanha.

Para o futuro, Rio disse que é preciso transformar a economia portuguesa para ser "mais robusta e mais sólida" para que quem quer ganhar mais de 800 euros não tenha de emigrar. Citando Sá Carneiro, disse que "primeiro Portugal, depois o partido" e explicou que isso "terá de ser dito muitas vezes". Porque para resolver problemas estruturais - reforma da segurança social, justiça ou política florestal - é preciso dialogar sem olhar a componentes táticas.

Lamentando o "afastamento entre as pessoas e o regime", não apenas na política, disse que "temos a obrigação de introduzir as reformas para ter uma democracia de qualidade". E apelou a uma "Justiça mais célere mais eficaz e mais transparente", "nos tribunais e não nos jornais". Rui Rio prometeu, ainda, "lutar por uma democracia plena, forte e que garanta os valores da social-democracia".

Rio terminou dizendo que nunca perdeu uma eleição. Ganhou a primeira para a Associação de Estudantes em 1981 e, em 1982, teve mais votos. Ganhou a Câmara do Porto três vezes, sempre com mais votos e mesmo na Junta Metropolitana do Porto, na segunda vez, foi mais unânime que na primeira.

Por isso, em "2019, o que será anormal será o PS ganhar, o que será normal será o PSD ganhar". Já com cânticos de "PSD, PSD, PSD" a ecoar entre explosões de confetes, Rio disse querer "transformar as dificuldades em oportunidades e dar a esperança ao povo português"

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